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terça-feira, 26 de julho de 2022

Mantar - Pain Is Forever And This Is The End (2022)

O duo Germânico Mantar está de regresso com o sucessor do fantástico ‘The Modern Art Of  Setting Ablaze’ intitulado ‘Pain Is Forever And This Is The End’. Depois de um álbum de excelência como é o caso ‘The Modern Art Of Setting Ablaze’ a fasquia fica de tal maneira alta que se torna difícil para qualquer banda voltar a esse auge, no caso especifico dos Mantar isso também acabou por acontecer, todavia de uma forma muito dissimulada. Musicalmente ‘Pain Is Forever And This Is The End’ marca um certo regresso às sonoridades exploradas nos dois primeiros álbuns da banda onde os riffs vão acentuando uma forte carga de Rock/Punk/Grunge com a sujidade e negrume do Black Metal exponenciado pelas ásperas e corrosivas vocalizações de Erinc e Hanno. Ainda que seja de uma forma menos evidente que em ‘The Modern Art Of Setting Ablaze’ o Sludge Metal continua também a ser uma vertente essencial na dimensão instrumental da banda, tornando-se predominante na parte final do álbum (‘Horder’ e ‘Odysseus’) em contraste com parte inicial marcada por muito Rock e Punk (‘Egoisto’, ‘Hang 'Em Low (So The Rats Can Get 'Em)’, e ‘Grim Reaping’) ou mesmo com a "acidental" e indisfarçável homenagem aos Nirvana no tema ‘Piss Ritual’. Confesso que ‘Pain Is Forever And This Is The End’ não é de todo o álbum que estava à espera de uma banda com os atributos técnicos e criativos dos Mantar, contudo acaba por ser um álbum de inegável qualidade que vai crescendo de interesse a cada nova audição.     

8/10

[Sample] 

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Mantar - Post Apocalyptic Depression (2025)

Começo por pedir desculpa pelo atraso pois o álbum que vamos analisar remonta a Fevereiro de 2025 no caso o quinto da dupla Alemã Mantar intitulado ‘Post Apocalyptic Depression’. Depois de uma fase inicial em que os Mantar assentaram as suas sonoridades num mescla entre Sludge e Punk a banda foi evoluindo e modernizando as suas composições até ‘The Modern Art Of Setting Ablaze’, a meu ver o ponto mais alto da sua carreira até ao momento contudo de forma algo estranha e até imprudente diria eu, a banda voltou alguns passos atrás com ‘Pain Is Forever And This Is The End’ e ‘Post Apocalyptic Depression’ continua nessa toada de regresso às origens. ‘Post Apocalyptic Depression’ é claramente o álbum mais Punk da banda, eu diria que todas as outras influências perderam bastante espaço, o álbum é cru, directo e rápido (não só em termos de vertigem mas também na duração das faixas), mas por outro lado também representa um óbvio retrocesso criativo pois a estrutura musical é agora bem mais elementar e vulgar. Apesar da sua assumida admiração pelo Grunge particularmente por uma fase precoce dos incontornáveis Nirvana os Mantar já provaram e de que forma que conseguem compor temas com um diferente nível de complexidade e relevância. Independentemente de um bom punhado de riffs dinâmicos, enérgicos e acima de tudo bem executados ‘Post Apocalyptic Depression’ não é um álbum que ascenda acima do satisfatório. Destaco os temas ‘Morbid Vocation’ e ‘Cosmic Abortion’ como os mais interessantes do álbum.

7/10 

[Sample] 

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Mantar - Death By Burning (2014)


É já um hábito meu quando descubro uma banda fazer uma espécie de “contagem regressiva” do último álbum até ao primeiro, e foi precisamente assim que cheguei ao álbum de estreia dos Mantar “Death By Burning” e depois das recentes criticas a “The Modern Art Of Setting Ablaze”, “The Spell” e “Ode To The Flame” aqui no blog justifica-se também explanar opiniões sobre o seu “primogénito”. “Death By Burning” é uma verdadeira bomba de poderoso impacto, é inacreditável como os Mantar, que são compostos apenas por 2 elementos conseguem produzir tais sonoridades, especialmente quando se presta atenção ao que por aí se produz onde até existem bandas ridículas a usarem duas baterias (imagine-se!). Outro tema em que os Mantar são peculiares é na dificuldade em catalogar o seu som, muito por causa da evolução que a banda tem alcançado a nível da composição, Sludge/Black/Punk/Doom/Stoner, são pelo menos estes os estilos com que já ouvi identificarem a banda, e não discordando no geral penso que “Death By Burning” em específico se categoriza por um Sludge/Stoner simples, cru, ameaçador e incendiário (o trocadilho com o nome do álbum é completamente não intencional). Não fossem as 2 últimas faixas roçarem tenuemente o enfadonho e “Death By Burning” mereceria até uma nota melhor. Musicas como “Spit”, “Swinging The Eclipse”, “The Huntsmen” e “The Stoning” são sem dúvida sublimes odes ao riff, um álbum de estreia memorável para esta dupla de respeito. 

8/10

sábado, 25 de agosto de 2018

Mantar - The Modern Art Of Setting Ablaze (2018)


Em plena época de verão e de mergulhos, o meu mergulho tem sido profundo no Sludge Metal e a mais recente “descoberta” são os Germânicos Mantar que acabam de lançar o seu terceiro álbum de originais de seu nome “The Modern Art Of Setting Ablaze”. Confesso que não consigo parar de ouvir o álbum, viciante, agressivo, cru e denso com riffs verdadeiramente infernais e refrescantes em simultâneo. Os Mantar assentam o seu som num Sludge bastante dinâmico com múltiplas influências que vão desde o Black Metal no mesmo espectro dos Lord Mantis e The Lion’s Daughter (já bastante esmiuçados aqui no Blog), Crust Punk e até Stoner esporadicamente. “Age Of The Absurd”, “Taurus”, “Midgard Serpent (Seasons of Failure) ”, “Obey The Obscene” e “The Formation Of Night” são todas elas musicas magnificas onde a predominância dos impressionantes e carismáticos riffs deixa ainda assim algum espaço à vocalização rasgada e sôfrega que dá o toque de excelência a “The Modern Art Of Setting Ablaze”. Ainda não acabou Agosto mas está para mim encontrado o melhor álbum de 2018. 

 9/10

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Mantar - The Spell EP (2017)


Acerca de pouco mais de um ano atrás, antes do lançamento de “The Modern Art Of Setting Ablaze” os Mantar lançaram o seu primeiro e único EP até à data de seu nome “The Spell” composto apenas por 3 músicas. “The Spell” é uma espécie de concentrado de Mantar pois as 3 faixas que o compõem são quase um tutorial do sui generis som da banda. O EP começa com “Pest Crusade”, uma música onde o ritmo frenético dos riffs Stoner/Sludge embraça um compassado e temporizado ritmo de bateria. Continua com “Age Of The Vril” uma faixa onde o ritmo com um forte Groove é muito mais lento e cru e onde são visivelmente notórias as influências de Black Metal da banda. O EP termina com o seu tema título “The Spell” que conta com a participação especial de Okoi Jones dos Bölzer e onde mais uma vez os riffs sujos e carregados de Groove são bafejados por uma ténue brisa de Black Metal. “The Spell” foi de facto um bom prenúncio para o que viria a seguir. 

8/10



terça-feira, 4 de setembro de 2018

Mantar - Ode To The Flame (2016)


Depois das críticas a “The Spell” e “The Modern Art Of Setting Ablaze” continuamos ainda com os Mantar e numa espécie de contagem regressiva chegamos ao seu segundo álbum de originais que remonta a 2016. O duo germânico composto por Hanno (guitarras e voz) e Erinc (bateria e voz) sai definitivamente do anonimato com o seu segundo álbum de originais de seu nome “Ode To The Flame”. O álbum tem as suas falhas e sem dúvida que em algumas faixas o nível de qualidade decresce um pouco, no entanto a composição e a qualidade de produção é de excelência. O hibrido de Punk/Sludge/Black é exposto nos riffs primitivos incendiários carregados de Groove onde a voz cavernosa de Hanno tão bem assenta. Os Mantar têm em “Ode To The Flame” o álbum que acaba por os definir enquanto banda onde as suas influências estão orgulhosamente bem vincadas. “Era Borealis”, “Born Reversed” e “Cross The Cross” são os meus destaques de “Ode To The Flame”. 

7.5/10