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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Mantar - Post Apocalyptic Depression (2025)

Começo por pedir desculpa pelo atraso pois o álbum que vamos analisar remonta a Fevereiro de 2025 no caso o quinto da dupla Alemã Mantar intitulado ‘Post Apocalyptic Depression’. Depois de uma fase inicial em que os Mantar assentaram as suas sonoridades num mescla entre Sludge e Punk a banda foi evoluindo e modernizando as suas composições até ‘The Modern Art Of Setting Ablaze’, a meu ver o ponto mais alto da sua carreira até ao momento contudo de forma algo estranha e até imprudente diria eu, a banda voltou alguns passos atrás com ‘Pain Is Forever And This Is The End’ e ‘Post Apocalyptic Depression’ continua nessa toada de regresso às origens. ‘Post Apocalyptic Depression’ é claramente o álbum mais Punk da banda, eu diria que todas as outras influências perderam bastante espaço, o álbum é cru, directo e rápido (não só em termos de vertigem mas também na duração das faixas), mas por outro lado também representa um óbvio retrocesso criativo pois a estrutura musical é agora bem mais elementar e vulgar. Apesar da sua assumida admiração pelo Grunge particularmente por uma fase precoce dos incontornáveis Nirvana os Mantar já provaram e de que forma que conseguem compor temas com um diferente nível de complexidade e relevância. Independentemente de um bom punhado de riffs dinâmicos, enérgicos e acima de tudo bem executados ‘Post Apocalyptic Depression’ não é um álbum que ascenda acima do satisfatório. Destaco os temas ‘Morbid Vocation’ e ‘Cosmic Abortion’ como os mais interessantes do álbum.

7/10 

[Sample] 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Os melhores de 2022

 

Antes de mais um excelente 2023 para todos. Já se está a tonar uma espécie de tradição do blog começar o ano com um post do melhor que se fez em termos musicais no ano transacto, por isso sem mais demoras, aqui fica o Top de 2022.

 

Top 15 melhores álbuns de 2022

1.       Lamb Of God – Omens (Groove Thrash Metal) [8.5/10]

2.       Bloodbath - Survival Of The Sickest (Death Metal) [8.5/10]

3.       Meshuggah – Immutable (Math Metal) [8/10]

4.       Shovel – Shovel (Sludge Metal/Stoner Metal/Black Metal) [8/10]

5.       Ashbreather – Hivemind (Progressive/Sludge Metal) [8/10]

6.       Svet - The Truth (Black Metal) [8/10]

7.       Deathspell Omega - The Long Defeat (Black Metal Avant-Garde) [8/10]

8.       Gloson - The Rift (Post-Metal) [8/10]

9.       Mantar - Pain Is Forever And This Is The End (Sludge Metal/Black Metal) [8/10]

10.   Aenaon – Mnemosyne (Progressive Black Metal) [8/10]

11.   Absent In Body - Plague God (Atmospheric Sludge Metal/Post-metal/Noise) [7.5/10]

12.   Bleed From Within – Shrine (Metalcore) [7.5/10]

13.   Sunczar - Bearer Of Light (Stoner Metal/Sludge Metal/Southern Metal) [7.5/10]

14.   Porcupine Tree - Closure / Continuation (Progressive) [7.5/10]

15.   Megadeth - The Sick, The Dying... And The Dead! (Thrash Metal) [7.5/10]

 

 

Maior desilusão de 2022       

      Rammstein - Zeit (Industrial Metal) [5.5/10]

 Melhor álbum de estreia de 2022

     Shovel – Shovel (Sludge Metal/Stoner Metal/Black Metal) [8/10]  

Melhor Surpresa de 2022

    Ashbreather – Hivemind (Progressive/Sludge Metal) [8/10]      

Melhor EP de 2022

    Svart Crown - Les Terres Brûlées (Black Metal) [9/10]

 

terça-feira, 26 de julho de 2022

Mantar - Pain Is Forever And This Is The End (2022)

O duo Germânico Mantar está de regresso com o sucessor do fantástico ‘The Modern Art Of  Setting Ablaze’ intitulado ‘Pain Is Forever And This Is The End’. Depois de um álbum de excelência como é o caso ‘The Modern Art Of Setting Ablaze’ a fasquia fica de tal maneira alta que se torna difícil para qualquer banda voltar a esse auge, no caso especifico dos Mantar isso também acabou por acontecer, todavia de uma forma muito dissimulada. Musicalmente ‘Pain Is Forever And This Is The End’ marca um certo regresso às sonoridades exploradas nos dois primeiros álbuns da banda onde os riffs vão acentuando uma forte carga de Rock/Punk/Grunge com a sujidade e negrume do Black Metal exponenciado pelas ásperas e corrosivas vocalizações de Erinc e Hanno. Ainda que seja de uma forma menos evidente que em ‘The Modern Art Of Setting Ablaze’ o Sludge Metal continua também a ser uma vertente essencial na dimensão instrumental da banda, tornando-se predominante na parte final do álbum (‘Horder’ e ‘Odysseus’) em contraste com parte inicial marcada por muito Rock e Punk (‘Egoisto’, ‘Hang 'Em Low (So The Rats Can Get 'Em)’, e ‘Grim Reaping’) ou mesmo com a "acidental" e indisfarçável homenagem aos Nirvana no tema ‘Piss Ritual’. Confesso que ‘Pain Is Forever And This Is The End’ não é de todo o álbum que estava à espera de uma banda com os atributos técnicos e criativos dos Mantar, contudo acaba por ser um álbum de inegável qualidade que vai crescendo de interesse a cada nova audição.     

8/10

[Sample] 

terça-feira, 23 de novembro de 2021

Our Common Sense - Harbinger Of Calamity (2021)

E quando caminhamos em força para o final do ano temos mais uma estreia musical, chamam-se Our Common Sense, são provenientes da Bélgica e trazem na bagagem ‘Harbinger Of Calamity’, o seu primeiro álbum de originais. Precipitadamente catalogados como uma banda de Post-Metal, a sua complexa fusão de subgéneros que vão desde o Stoner passando pelo Sludge até ao Death Metal é um protótipo de sonoridades à partida insolúveis mas que de alguma maneira os Our Common Sense as conseguiram manusear com mestria. ‘Harbinger Of Calamity’ é composto por dez faixas onde as primeiras cinco são inteiramente novas, nesta sequência inicial não posso deixar de destacar a fantástica ‘Abyss’ onde sobressaem os riffs carregados de Groove entranhados numa adocicada e reconfortante dicotomia entre o Sludge e o Stoner acompanhados pela impressionante alternância das vocalizações de Thomas de Wispelaere, sendo que numa versão temos um tom rouco e rasgado bem ao estilo dos Germânicos Mantar em contraste com outro tipicamente decalcado do Death Metal. Destaque também para o tema título ‘Harbinger Of Calamity’, a faixa onde a banda claramente quis mostrar a sua interpretação do Post-Metal, um tema demorado e compassado com algumas influências de Doom mas que termina numa verdadeira apoteose. As últimas cinco faixas de ‘Harbinger Of Calamity’ foram transpostas na íntegra do seu anterior EP ‘Mankind's Worst To Know’ e mostram logo aí que até numa fase muito embrionária os Our Common Sense já mostravam uma grande determinação em deixar a sua marca no Universo da música mais pesada. 

7.5/10

[Sample]

domingo, 3 de maio de 2020

The Ditch and the Delta - We Rust [EP] (2015)


Já por duas vezes foram alvo de destaque aqui no blog e desta vez recuamos até ao ano de 2015 que marcou a estreia absoluta dos The Ditch and the Delta com o seu EP ‘We Rust’. Composto por apenas 4 faixas ‘We Rust’ marcou o início desta jornada pelo Sludge Metal. ‘We Rust’ começa com ‘Open Veins’ e logo aí os riffs imersos num misto de Sludge e Groove dão o mote para o resto do EP, segue-se o tema título num ritmo mais pausado e com uma melodia mais palpável. ‘Four Specters’ é uma faixa simplesmente fantástica e representativa do melhor que os The Ditch and the Delta conseguem produzir, impiedosos e poderosos riffs alicerçados por uma secção rítmica na cadência certa por momentos a fazer lembrar os primórdios dos Mantar. ‘We Rust’ termina em grande com a sensacional ‘Dead Tongues’ onde se evidenciam as texturas hipnóticas, dissonantes e enérgicas proliferas em criatividade. Para “cartão-de-visita” ‘We Rust’ projectou e de que maneira a ainda curta carreira dos The Ditch and the Delta. 

8.5/10