Provavelmente o maior embuste do ano em termos cinematográficos, falo de ‘The Substance’, o mais recente filme com Demi Moore como protagonista. Estupefacção é um eufemismo quando me vou deparando com o chorrilho de reviews superlativas acerca de ‘The Substance’, apenas consigo explicar este fenómeno com a evidente decadência do cinema Norte-Americano, só por entre uma afluência de filmes de super-heróis e similares, prequelas, sequelas e remakes é que um filme como ‘The Substance’ consegue coleccionar elogios. Admito que o conceito por trás de ‘The Substance’ até é interessante e criativo todavia a sua execução é completamente aberrante. Elisabeth/Demi Moore (talvez a única escolha acertada do filme) é uma superestrela a entrar na curva descendente quer em termos de preponderância como também no que à sua juventude e beleza diz respeito, a braços com esta espécie de crise de meia idade Elisabeth descobre por acidente uma substância que gera um "duplo" seu embora bastante mais novo (Sue/Margaret Qualley). As regras de uso desta substancia são bastante simples, apenas uma delas pode estar “activa” enquanto a outra tem obrigatoriamente de estar numa espécie de coma e têm forçosamente de trocar de “papéis” semanalmente. Para além das gigantescas falhas de racionalidade da história, das absurdas opções técnicas de realização e de uma parte final completamente desprezível onde a desesperada demanda pela repulsa se torna uma doentia obsessão, a primordial e decisiva lacuna de ‘The Substance’ é que durante todo filme não se consegue identificar qualquer tipo de vantagem válida para a protagonista (Elisabeth) usar a tal substância. Um filme que pega num tema pertinente mas com uma abordagem completamente disparatada sem qualquer tipo de coerência ou propósito, lixo cinematográfico que, se não fosse por Demi Moore seria comparável a filmes como ‘Toxic Avenger’ ou outros que tais.
4/10
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