Trinta e seis anos é o tempo que separa ‘Beetlejuice’ de ‘Beetlejuice Beetlejuice’ (a criatividade não abunda quando se trata de escolher nomes), o lendário Tim Burton revisita um dos seus mais icónicos filmes e simultaneamente “ressuscita” Michael Keaton para reencarnar uma vez mais o fantasmagórico Beetlejuice. Não é fácil encontrar um argumento aceitável para estas sequelas com cerca de três décadas de diferença, a tendência é usar a “fórmula” que teve sucesso (‘Ghostbusters: Afterlife’), quando o que se pede é uma história que tenha algo de diferente e refrescante para contar usando o imaginário já existente e respeitando o legado do mesmo. ‘Beetlejuice Beetlejuice’ consegue (parcialmente) cumprir o que se pedia ainda que não seja o tipo de filme que exige um argumento de excelência sobretudo quando tem ao “leme” o mestre da arte da fantasia e sobrenatural, o genial Tim Burton. A história de ‘Beetlejuice Beetlejuice’ divide-se em duas narrativas, por um lado temos o regresso dos mortos da esposa de Beetlejuice (Delores/Monica Bellucci), empenhada na sua vingança contra Beetlejuice por outro temos Astrid/Jenna Ortega, a filha de Lydia Deetz/Winona Ryder e neta de Delia Deedz/Catherine O'Hara, que encontra um portal para o mundo dos mortos graças a um encontro romântico que se vem a revelar uma emboscada. Se a primeira apesar de básica tem alguns pontos de interesse e alguma comédia “nonsense” bem incorporada a segunda história abusa na previsibilidade e no tédio. Pode-se dizer que ‘Beetlejuice Beetlejuice’ acaba por cumprir os mínimos olímpicos de entretenimento mas que vai cair facilmente no esquecimento.
6.5/10
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