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terça-feira, 6 de setembro de 2016

Meshuggah - Obzen (2008)



Uma banda à parte sem duvida, falo dos Meshuggah que para muita gente pode ser um banda já “old school” mas não é o meu caso. Os Meshuggah são uma banda com uma estrutura musical do mais complexo possível, mais uma prova disso é este “Obzen” parece que pegaram no Progressivo e o transformaram num caos controlado. Em “Obzen” mais uma vez se assiste a um desfile de como saber temporizar como ninguém a composição musical, uma técnica invejada e invejável, um peso brutal em cada riff a provar que a velocidade não é sinónimo de peso. Os Meshuggah neste álbum continuam a sua carreira de costas voltadas para tudo o que é “trendy”, se por esta altura o Math/Djent não o era, já o vão sendo por estes dias fazendo passar a ideia que os Meshuggah serão sempre “Leaders” e não “Followers”. Destaque para as fantásticas “Bleed”, “Lethargica” e o tema título “Obzen”, verdadeiras bombas de peso e técnica. 

7.5/10

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Meshuggah - Koloss (2012)



Está perto muito perto de sair o novíssimo álbum dos Meshuggah mas por enquanto o ultimo álbum de originais da banda continua a ser “koloss” e que álbum, se em “Obzen” já sobressaía a técnica apuradíssima projectada numa demolidora vaga de peso “koloss” é uma espécie de aperfeiçoamento do que a banda já vinha fazendo. Musicas como “The Demon's Name Is Surveillance”, “Marrow” ou “Break Those Bones Whose Sinews Gave It Motion” são verdadeiras descargas de pura energia com riffs graves e complexos e os característicos e carismáticos contratempos tão elogiados nos Meshuggah. É verdade que os Meshuggah tem um tipo de som difícil de absorver por vezes até interpretado como sendo monótono e demasiado mecânico mas também não será difícil reconhecer a sua capacidade de evolução mantendo-se fieis a todas a suas principais características. “Koloss” pode muito bem ser um patamar difícil de voltar a atingir ou até ultrapassar, é que vamos ver daqui a um mês. 

8/10 

segunda-feira, 28 de março de 2022

Meshuggah - Immutable (2022)

À célebre pergunta: se uma banda deve arriscar “evoluir” as suas sonoridades ao longo da sua carreira ou deve manter-se fiel a uma fórmula vencedora? Há uma tendência para a maioria das respostas serem permanentes e imóveis, no entanto na minha opinião a chamada área cinzenta é óbvia, portanto a resposta mais acertada depende muito da situação específica. O caso dos lendários Suecos Meshuggah é um excelente exemplo disso mesmo, depois de uma fantástica evolução sonora onde um estranho e ultra técnico Thrash Metal agregado a uma exclusiva abordagem ao Progressivo modernizado com Djent deu origem ao chamado Math Metal, um subgénero de qual os Meshuggah podiam perfeitamente reclamar a patente tal não é o seu ímpar domínio da complexidade técnica do mesmo. Ora se os Meshuggah tiveram a capacidade para descobrir este próspero filão sonoro, que sentido faria agora mudar a sua vertente musical para algo diferente?! Coincidentemente ou nem por isso, o seu novo trabalho de originais tem precisamente o título de ‘Immutable’. Após uma longa espera de seis anos desde o extraordinário ‘The Violent Sleep Of Reason’ a banda está de volta com uma nova tremenda e sólida parede sonora pautada como é hábito pela superlativa solidez, os poliritmos hipnóticos e uma impetuosidade quase desumana. Um destaque para as faixas ‘Ligature Marks’, ‘I Am That Thirst’ e em particular para o sensacional single ‘Light The Shortening Fuse’. 

8/10

[Sample] 

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Meshuggah - The Violent Sleep of Reason (2016)



E aí esta um dos álbuns de Metal mais esperados do ano, falo de “The Violent Sleep Of Reason” dos emblemáticos Meshuggah. E se “Koloss” conseguiu superar todos os anteriores álbuns da banda incluído o já aqui criticado “Obzen”. Desta vez esse feito era consideravelmente mais difícil, no entanto superar talvez seja uma palavra demasiado forte, mas decididamente “The Violent Sleep Of Reason” está pelo menos ao nível de “Koloss”. O domínio quase impraticável por qualquer outra banda do Math/Djent continua perfeito, sem falhas, um som que tem tanto de demolidor como de hipnótico, musicas como “Born In Dissonance”, “Ivory Tower” ou “Our Rage Won’t Die” são verdadeiros metrónomos de devastação. É um verdadeiro mistério como os Meshuggah continuam a ter uma espécie de “monopólio” deste sub-gerero do Metal que inúmeras bandas tentam replicar sem sucesso e por qual muitas outras foram influenciadas, uma vertente do Progressivo que é sem dúvida o habitat natural dos Meshuggah. Uma palavra para a fenomenal capa do álbum, e para o próprio conceito do álbum, aparentemente um inspiração de uma obra do famoso pintor espanhol Francisco Goya “The Sleep Of Reason Produces Monsters” 

8/10

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Meshuggah - I [EP] (2004)

Há algum tempo atrás os suecos Meshuggah lançavam o EP apenas intitulado ‘I’ que viria a ser uma espécie de transição para as suas actuais sonoridades bastante evidentes em ‘Obzen’, ‘Koloss’ e ‘The Violent SleepOf Reason’. ‘I’ seria então considerado o primeiro passo de uma intencional evolução sonora da banda, composto por uma única faixa de 21 minutos, ‘I’ apresenta-nos uma verdadeira viagem de descarga técnica irradiada numa amálgama de Progressivo/Djent/Math Metal e Post Metal. Apesar de ‘I’ ser apenas uma musica ela é repartida em várias fases, pois se por vezes os portentosos riffs são em forma de torrente de breakdowns, noutras o enfase vai mais para a incómoda envolvência ambiental. Os Meshuggah são actualmente uma banda com um estatuto quase intocável para os apreciadores de Metal e foi precisamente com este EP que a banda deu um passo decisivo nessa direcção.
  
7.5/10



quarta-feira, 25 de junho de 2025

Vildhjarta - Där Skogen Sjunger Under Evighetens Grana (2025)

A carreira do trio Sueco Vildhjarta tem essencialmente sido marcada por inconstâncias, depois de um álbum de estreia bastante promissor (‘Måsstaden’) seguiu-se um absurdo e prejudicial hiato de uma década até ao seu sucessor ‘Måsstaden Under Vatten’, ora agora passados quatro anos sem se perceber muito bem se a banda iria optar por outra longa paragem chega-nos ‘Där Skogen Sjunger Under Evighetens Grana’, o terceiro álbum de originais dos Vildhjarta. As sonoridades da banda cedo se foram trilhando pela orientação dos seus emblemáticos conterrâneos Meshuggah, uma influência orgulhosamente declarada, o seu Math Metal denso e técnico sempre pautado por riffs vincadamente Djent deu-lhes um invejável rótulo de seguidores dos já referidos Meshuggah. Estes longos intervalos entre álbuns não têm de facto sido nada favoráveis para os Vildhjarta, se ‘Måsstaden Under Vatten’ já esteve longe de confirmar uma ascensão da banda este ‘Där Skogen Sjunger Under Evighetens Grana’ é na minha opinião um claro retrocesso, é verdade que tecnicamente pouco ou nada se pode apontar aos doze temas que compõem o álbum, todavia os pontos positivos tendem a não aparecer mesmo depois de várias audições. ‘Där Skogen Sjunger Under Evighetens Grana’ apresenta-se como um álbum altamente entediante, lento e com uma falta de dinâmica e interligação por demais evidente, um desfilar constante de riffs encorpados e intensos mas sem correlação com os restantes instrumentos, demasiado compassados e proeminentes, faltam alternâncias de intensidade quer entre os temas quer mesmo num tema isolado a certa altura fica a secção que estamos a ouvir um intolerável e monótono loop hibrido entre Djent e Doom. 

6/10