terça-feira, 6 de setembro de 2016
Meshuggah - Obzen (2008)
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
Meshuggah - Koloss (2012)
segunda-feira, 28 de março de 2022
Meshuggah - Immutable (2022)
À célebre pergunta: se uma banda deve arriscar “evoluir” as suas sonoridades ao longo da sua carreira ou deve manter-se fiel a uma fórmula vencedora? Há uma tendência para a maioria das respostas serem permanentes e imóveis, no entanto na minha opinião a chamada área cinzenta é óbvia, portanto a resposta mais acertada depende muito da situação específica. O caso dos lendários Suecos Meshuggah é um excelente exemplo disso mesmo, depois de uma fantástica evolução sonora onde um estranho e ultra técnico Thrash Metal agregado a uma exclusiva abordagem ao Progressivo modernizado com Djent deu origem ao chamado Math Metal, um subgénero de qual os Meshuggah podiam perfeitamente reclamar a patente tal não é o seu ímpar domínio da complexidade técnica do mesmo. Ora se os Meshuggah tiveram a capacidade para descobrir este próspero filão sonoro, que sentido faria agora mudar a sua vertente musical para algo diferente?! Coincidentemente ou nem por isso, o seu novo trabalho de originais tem precisamente o título de ‘Immutable’. Após uma longa espera de seis anos desde o extraordinário ‘The Violent Sleep Of Reason’ a banda está de volta com uma nova tremenda e sólida parede sonora pautada como é hábito pela superlativa solidez, os poliritmos hipnóticos e uma impetuosidade quase desumana. Um destaque para as faixas ‘Ligature Marks’, ‘I Am That Thirst’ e em particular para o sensacional single ‘Light The Shortening Fuse’.
8/10
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Meshuggah - The Violent Sleep of Reason (2016)
segunda-feira, 9 de dezembro de 2019
Meshuggah - I [EP] (2004)
Há algum tempo atrás os suecos Meshuggah lançavam o EP apenas intitulado ‘I’ que viria a ser uma espécie de
transição para as suas actuais sonoridades bastante evidentes em ‘Obzen’, ‘Koloss’ e ‘The Violent SleepOf Reason’. ‘I’ seria então
considerado o primeiro passo de uma intencional evolução sonora da banda,
composto por uma única faixa de 21 minutos, ‘I’ apresenta-nos uma verdadeira viagem de descarga técnica
irradiada numa amálgama de Progressivo/Djent/Math Metal e Post Metal.
Apesar de ‘I’ ser apenas uma musica
ela é repartida em várias fases, pois se por vezes os portentosos riffs são em
forma de torrente de breakdowns, noutras o enfase vai mais para a incómoda envolvência
ambiental. Os Meshuggah são actualmente
uma banda com um estatuto quase intocável para os apreciadores de Metal e foi precisamente com este EP que a banda deu um passo decisivo
nessa direcção.
quarta-feira, 25 de junho de 2025
Vildhjarta - Där Skogen Sjunger Under Evighetens Grana (2025)
A carreira do trio Sueco Vildhjarta tem essencialmente sido marcada por inconstâncias, depois de um álbum de estreia bastante promissor (‘Måsstaden’) seguiu-se um absurdo e prejudicial hiato de uma década até ao seu sucessor ‘Måsstaden Under Vatten’, ora agora passados quatro anos sem se perceber muito bem se a banda iria optar por outra longa paragem chega-nos ‘Där Skogen Sjunger Under Evighetens Grana’, o terceiro álbum de originais dos Vildhjarta. As sonoridades da banda cedo se foram trilhando pela orientação dos seus emblemáticos conterrâneos Meshuggah, uma influência orgulhosamente declarada, o seu Math Metal denso e técnico sempre pautado por riffs vincadamente Djent deu-lhes um invejável rótulo de seguidores dos já referidos Meshuggah. Estes longos intervalos entre álbuns não têm de facto sido nada favoráveis para os Vildhjarta, se ‘Måsstaden Under Vatten’ já esteve longe de confirmar uma ascensão da banda este ‘Där Skogen Sjunger Under Evighetens Grana’ é na minha opinião um claro retrocesso, é verdade que tecnicamente pouco ou nada se pode apontar aos doze temas que compõem o álbum, todavia os pontos positivos tendem a não aparecer mesmo depois de várias audições. ‘Där Skogen Sjunger Under Evighetens Grana’ apresenta-se como um álbum altamente entediante, lento e com uma falta de dinâmica e interligação por demais evidente, um desfilar constante de riffs encorpados e intensos mas sem correlação com os restantes instrumentos, demasiado compassados e proeminentes, faltam alternâncias de intensidade quer entre os temas quer mesmo num tema isolado a certa altura fica a secção que estamos a ouvir um intolerável e monótono loop hibrido entre Djent e Doom.
6/10



