Ainda na ressaca do fantástico concerto no passado dia 9 em pleno Vagos Metal Fest dificilmente haveria melhor altura para uma review do mais recente trabalho dos Combichrist ‘The Venom In The Mouth Of God’. Tem sido progressivo moroso o regresso dos Combichrist às suas origens todavia se a sua abrupta industrialização por certo agarrou alguns fãs do espectro da musica mais pesada é bem possível que esta lenta desindustrialização também esteja a recuperar os aficionados da musica mais Eletrónica. ‘The Venom In The Mouth Of God’ é muito mais do que uma simples sucessão lógica ‘CMBCRST’, para além de entrar directamente para o pódio dos melhores álbuns da banda (quiçá mesmo o melhor) recupera a essência dos Combichrist, o Aggrotech personalizado e maturado com ténues insurgências de Industrial onde a batida Techno marca o ritmo intenso e constante. Se em termos líricos a banda continua a apostar em temáticas com uma forte carga anti-religiosa, Nietzschesiana sempre com o foco apontado à continua desumanização, na vertente sonora é gratificante e entusiasmante voltar a sentir o vigor da pulsante e vibrante energia do EBM/Aggrotech a fluir pelos treze temas que integram ‘The Venom In The Mouth Of God’. É desafiante filtrar faixas num álbum com este tipo de consistência ainda assim arrisco ‘Desolation’, ‘Born Deströyer’, ‘Rise’ e ‘Venom’ como os temas “orelhudos” de ‘The Venom In The Mouth Of God’, um dos mais fortes candidatos a melhor álbum de 2026. Uma ultima nota para Andy LaPlegua, que continua a ser um dos melhores vocalistas deste subgénero em particular.
8.5/10

