Quatro anos depois de ‘Licorice Pizza’ o aclamado realizador Paul Thomas Anderson regressou com ‘One Battle After Another’, um filme que foi de forma geral muito bem recebido pela critica adquirindo mesmo o estatuto de um dos melhores filmes de 2025. E se ‘Licorice Pizza’ peca essencialmente pela falta de acção assente num argumento pouco impactante desta vez Paul Thomas Anderson inverteu por completo o tabuleiro. ‘One Battle After Another’ começa com uma operação do grupo de extrema esquerda French 75 onde se destacam os protagonistas Perfidia Beverly Hills/Teyana Taylor e Pat Calhoun/Leonardo DiCaprio, essa actividade consiste na libertação e ajuda a emigrantes ilegais que tentam entrar em solo Norte-Americano. Pouco tempo depois Perfidia é apanhada em flagrante a armadilhar uma bomba pelo incansável Coronel Steven J. Lockjaw/Sean Penn (um militar que apesar da sua obsessão em erradicar o grupo revolucionário French 75 não consegue conter uma inexplicável atração por Perfidia) que exige ter sexo com ela como moeda de troca para a sua libertação. Entretanto Pat e Perfidia tornam-se numa família com o nascimento de Charlene/Chase Infiniti, todavia a vida como casal têm um final abrupto pois Perfidia insiste em continuar as suas actividades no grupo French 75 enquanto Pat acha que ambos devem assentar e focar-se na educação de Charlene. A decisão de Perfidia em abandona-los veio a revelar-se péssima pois ela é novamente apanhada pelas forças policiais e desta vez obrigada a revelar os nomes e localizações do French 75. Graças às denuncias de Perfidia Lockjaw desmantela o infame grupo mas não se fica por aí pois 16 anos mais tarde ele consegue rastrear o paradeiro de Pat e Charlene (agora escondidos na pequena cidade de Baktan Cross) e prossegue a sua missão convencido que existe a possibilidade de Charlene ser sua filha. Com um argumento bem delineado e um ritmo intenso e quase sempre frenético ‘One Battle After Another’ é sem duvida um filme que entusiasma e “agarra” o espectador contribuindo também para isso uma generosa dose de boas interpretações onde tenho de destacar de forma particular a de Sean Penn, um papel verdadeiramente arrebatador. Uma ultima nota para a habitual excelência na arte da realização de Paul Thomas Anderson com o óbvio destaque para a parte final do filme.
7.5/10

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