Eles são Lituanos e temos acompanhado ao pormenor a sua (ainda curta carreira) aqui no blog, falo dos Erdve a propósito do seu terceiro álbum de originais ‘Epigrama’. Cinco anos depois de ‘Savigaila’ os Erdve regressam com uma nova proposta musical (‘Epigrama’) e a primeira consideração a reter sobre o álbum é a sua consistência, um factor que aliás têm sido habitual em todos os trabalhos da banda. Se é verdade que nenhum dos seus álbuns pode ser considerado “mind blowing” também não é menos verdade que todos eles se enquadram num nível alto. Os Erdve têm também traçado um caminho no qual conseguem sempre apresentar vitalidade nas suas sonoridades sem beliscar a sua vincada identidade musical e ‘Epigrama’ é mais um bom exemplo disso. Apesar de uma renuncia quase total às (cada vez menos frequentes) influências de Black Metal o seu híbrido de Hardcore, Sludge Metal e Post-Metal continua sólido, contemporâneo e impactante. ‘Epigrama’ destaca-se também por uma atmosfera com texturas de Post-Metal cada vez mais assíduas amplificadas por riffs (por vezes com uma afinação a puxar ao Djent), densos, implacáveis e crus a fazer lembrar bandas como LLNN ou Maussade. Na sua vertente lírica ‘Epigrama’ pode ser categorizado como um álbum que explora conceitos mundanos como o Niilismo, a decadência humana e social mas sempre numa perspectiva trágica e céptica. Saliento os temas ‘Nyra’, ‘Trukmė’, ‘Svertas’ e ‘Raukšlės’ como os mais impressionantes de ‘Epigrama’, sem dúvida um dos álbuns a ter em conta em 2026.
7.5/10






