Foi uma das poucas boas surpresas cinematográficas de 2025, falo de ‘Good Luck, Have Fun, Don't Die’, um filme que consuma o regresso de Sam Rockwell num papel de grande destaque. Num argumento onde abunda a criatividade ‘Good Luck, Have Fun, Don't Die’ este contem de facto um pouco da excentricidade de Terry Gilliam e do futurismo caustico da série ‘Black Mirror’. A historia centra-se em The Man from the Future/Sam Rockwell, um homem que (como próprio nome indica) afirma ter vindo do futuro perante um céptica audiência numa cafetaria em Los Angeles, apesar da sua indumentária ser mais compatível com a de um sem-abrigo retro-futurista The Man from the Future consegue ganhar crédito perante os seus ouvintes contando-lhes pormenores secretos das suas vidas. Depois de garantir a atenção desta aleatória plateia The Man from the Future confessa que a sua missão é reunir ali mesmo uma equipa para o ajudar a evitar a activação de uma inteligência artificial que vai ser uma séria ameaça para a humanidade, e que o prazo para esta missão é de 24 horas. Confesso que no inicio da sua carreira Sam Rockwell não era um actor que me enchesse as medidas contudo foi ganhando o meu respeito e conseguiu consolidar uma mudança de opinião da minha parte com filmes como ‘Moon’, ‘Seven Psychopaths’ e ‘Three Billboards Outside Ebbing, Missouri’. Em ‘Good Luck, Have Fun, Don't Die’ Rockwell volta a fazer um formidável papel ainda que completamente dentro da sua zona de conforto, destaque também para a participação de Juno Temple como Susan. ‘Good Luck, Have Fun, Don't Die’ acaba por ser um filme bastante interessante em virtude de um argumento imaginativo e imprevisível, uma raridade na actualidade da sétima arte.
7/10


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