domingo, 8 de março de 2026

Aien: Earth - Season 1 (2025)

Vamos então centrar o foco na grande decepção do ano transacto no que a series diz respeito, falo, caso ainda não tenham adivinhado de ‘Alien: Earth’. Cronologicamente a série passa-se dois anos antes de ‘Alien’ (1978) e a história começa na nave USCSS Maginot que acaba por se despenhar no planeta terra mais concretamente na cidade de New Siam. Pertencente à nossa já conhecida companhia Weyland-Yutani a nave contem vários espécimes alienígenas fruto de anos de recolhas de cariz científico. O planeta Terra é por esta altura dominado por grandes corporações onde se destacam a já referida Weyland-Yutani e Prodigy, uma companhia que detém os híbridos, adultos sintéticos mas com uma mente ao nível de crianças, esta companhia governa a cidade de New Siam e reclama por isso a posse das amostras alienígenas contidas na nave despenhada. Se a premissa de ‘Alien: Earth’ tem de facto algum interesse o desenvolvimento da história acaba por ser catastrófico, e as razoes vão-se acumulando a cada episódio. Aos personagens completamente desacreditados, amorfos e sem qualquer tipo de evolução com a excepção feita a Morrow/Babou Ceesay um dos tripulantes da nave USCSS Maginot juntam-se decisões completamente inverosímeis, e ridículas com o expoente máximo a prender-se com a inexplicável e conveniente capacidade da protagonista Wendy/Sydney Chandler conseguir compreender a linguagem dos Xenomorfos. Na parte final da série os Xenomorfos já quase que só contam para contexto tal não é o destaque dado aos chamados híbridos. ‘Alien: Earth’ acaba por deitar tudo a perder graças ao seu precipitado e desastroso argumento, seria certamente uma dádiva a descontinuação da série.

5.5/10 


quinta-feira, 5 de março de 2026

Castlevania: Nocturne - Season 2 (2025)

Voltamos às series de animação para escalpelizar a segunda temporada de ‘Castlevania: Nocturne’. Depois do grande sucesso de ‘Castlevania’ a série continuou como ‘Castlevania: Nocturne’ ainda que com uma história muito diferente e como já tinha referido na review da Season 1 sem o mesmo impacto, contudo nesta segunda temporada o patamar sem dúvida que subiu. Esta Season 2 começa com o épico regresso do nosso velho conhecido Alucard, ele que regressa com o objectivo de encontrar o corpo da atinga deusa egípcia Sekhmet antes que a poderosa e terrível Erzsebet Bathory o faça (referida na Season 1 como Messias), pois o poder de Sekhmet conjugado com o seu torná-la-ia imbatível. Para a auxiliar nesta tarefa Erzsebet consegue reviver uma antiga vampira serva de Sekhmet, Drolta Tzuentes. Em simultâneo com estes acontecimentos os nossos protagonistas Richter Belmont Maria Renard juntamente com a feiticeira caribenha Annette vão a seu tempo e cada um no seu âmbito dominando cada vez melhor os seus poderes para se unirem em definitivo com Alucard numa derradeira tentativa de parar Erzsebet e as suas forças demónicas, tudo isto numa cidade de Paris em completa polvorosa. Apesar de do ritmo lento de alguns episódios onde a carga dramática predomina em prol do desenvolvimento do enredo a colossal, intensíssima e acutilante batalha final seve e de que maneira como compensação para esses segmentos mais morosos. Tenho também de destacar a formidável evolução de vários personagens que pareciam algo frívolos na primeira temporada.

7.5/10 

[Trailer] 

sábado, 28 de fevereiro de 2026

The Last Os Us - Season 2 (2025)

Foi uma das últimas produções com o selo HBO antes da sua polémica compra pelo seu concorrente directo Nefflix, falo da Season 2 de ‘The Last Of Us’. Dois anos depois da aclamada Season 1The Last Of Us’ regressou para uma segunda temporada em 2025, todavia infelizmente a qualidade não se manteve. Se na review da Season 1 eu elogiei a forma como ‘The Last Of Us’ rapidamente se demarcou de ‘The Walking Dead’ apesar das óbvias semelhanças também é justo dizer que nesta Season 2 a série incorreu no erro fatal que fomentou o progressivo desinteresse geral na icónica série da AMC. Esse erro prende-se a meu ver com uma propositada deturpação do conceito base da história, ou seja, mesmo considerando que a vertente dramática é parte integrante de ‘The Last Of Us’ a perspectiva mais interessante da série é a meu ver a científica. Seria muito mais fascinante adquirir cada vez mais informação sobre a origem e evolução da infecção fúngica que transformou o mundo num cenário distópico do que acompanhar uma história de consecutivas vinganças entre outros problemas dramáticos que podiam muito bem pertencer a uma qualquer telenovela. Apesar de alguns bons segmentos e acção e da manutenção da qualidade na maioria das interpretações esta Season 2 puxou rapidamente o foco da série para os lugares comuns e por consequência para o aborrecimento.  

6.5/10 


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Adolescence - Mini-Série (2025)

Foi sem dúvida uma das séries mais impactantes de 2025, falo da mini-série ‘Adolescence’ com a chancela Netflix. ‘Adolescence’ caiu que nem uma bomba na sociedade e não só pela altíssima carga dramática e trágica mas também pelo tema em si, uma tema que infelizmente está na ordem do dia. Apesar de ser ficcional ‘Adolescence’ poderia muito bem ser inspirada em acontecimentos reais, a história da mini-série de quatro episódios começa no assassinato de uma jovem (Katie) nas redondezas de um colégio Britânico em Yorkshire e o primeiro episódio centra-se na chocante detenção do jovem de 13 anos Jamie Miller/Owen Cooper, o principal suspeito do homicídio de Katie. O Segundo episódio passa-se uns dias depois e centra-se na investigação policial no colégio frequentado por ambos. Alguns meses se passam e Jamie continua em cativeiro onde vai sendo acompanhado por uma psicóloga, no terceiro episódio acompanhamos de perto a interacção entre os dois. A mini-série termina com um episódio passado um ano depois do acontecimento e centra-se na família de Jamie e como esta está a lidar com este evento altamente dramático. Com todos os episódios a ser filmados com a técnica ‘one shot’ ‘Adolescence’ dá cartas na vertente de realização e de cinematografia embora a grande mais-valia da série a meu ver está na elevadíssima qualidade das interpretações com o óbvio destaque a ir para o fantástico papel de Stephen Graham como Eddie Miller (o pai de Jamie), ele que que também esteve envolvido na produção de ‘Adolescence’. Todavia nem tudo saiu bem a ‘Adolescence’, a série incorre a meu ver num erro crasso, o seu formato. O desfasamento temporal entre episódios, a pouca interligação entre os mesmos e a ausência de um fio condutor que ofereça a consistência que a história certamente merecia prejudica e de que maneira a série.  

7/10

[Trailer] 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Rick and Morty - Season 8 (2025)

Continuamos na vertente séries de animação para analisar a temporada 8 de ‘Rick And Morty’. Quando se chega uma oitava temporada essa longevidade significa duas coisas, por um lado significa que s série não só teve sucesso como de alguma forma soube “surfar” esse sucesso de uma forma consistente no entanto por outro lado costuma ser por esta altura que a crise criativa começa a ganhar contornos preocupantes. A Season 8 de ‘Rick And Morty’ mostra claros sinais de perda de qualidade, eu diria que dos oito episódios metade deles são realmente fracos, e porquê? Porque a fórmula da série caminha a passos largos para o esgotamento, o habitual episódio em que a dupla Rick e Morty parte numa aventura extravagante e alucinante já se vai tornando entediante e os personagens secundários claramente não tem a densidade suficiente para cativarem os espectadores num qualquer episódio em que se tornem protagonistas, um problema que foi bem antecipado em séries concorrentes como ‘Family Guy’, ‘Simpsons’ ou ‘South Park’ por exemplo, portanto apesar da criatividade inata à ideia base de ‘Rick And Morty’ ser muito superior tenho sérias duvidas que a série atinga uma longevidade semelhante a alguma das referidas séries concorrentes. Longe de ser um especialista na matéria acho que a série poderia apresentar melhorias com uma ligeira alteração de formato, a inserção de uma espécie de fio condutor entre episódios ou pelo menos uma história que dure mais que um episódio, resultou muito bem em ‘House M. D.’ por exemplo. 

6.5/10 

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Devil May Cry - Season 1 (2025)

Têm-se sucedido os casos de sucesso de adaptações de videojogos ao formato de série, ‘The Last Of Us’, ‘Fallout’ e ‘Cyberpunk’ (no subgénero de animação) são algumas das mais recentes, seguindo esta linha a Netflix decidiu apostar na adaptação de ‘Devil May Cry’. Confesso que é complicado manter a imparcialidade quando se trata de um dos franchises de videojogos que mais aprecio contudo é desafiante tentar achar falhas na série. Com uma animação muito ao estilo de ‘Castlevania’ ‘Devil May Cry’ apresenta uma incrível bitola em praticamente todas as vertentes. Acção simultaneamente alucinante e intensa, uma história muito bem elaborada com um assinalável grau de complexidade e personagens bem escritas e marcantes fazem de ‘Devil May Cry’ uma adaptação muito bem gizada. Nota-se também o cuidado em respeitar a essência do argumento do franchise de videojogos até porque no caso da história ser muito alterada haveria por certo uma tendência para uma quebra de qualidade. Se querer exagerar nos spoilers até porque quem não conhece os videojogos pode eventualmente apreciar a série de igual forma, a história da série centra-se (como não podia deixar de ser) em Dante, um ser hibrido metade humano metade demónio e no seu enigmático passado, um passado que contem pistas para um presente em que o mundo é frequentemente visitado por demónios e que o inferno é bem real.

8.5/10

[Trailer]