Se estão à espera de um regresso bombástico pois bem a espera terminou, cinco anos depois Rob Zombie está de volta com o seu oitavo trabalho de originais ‘The Great Satan’. O anormalmente curto título do álbum pode ser considerado pretensioso todavia ainda que não seja “o grande Satanás” Rob Zombie já há muito tempo que cunhou para si próprio o rótulo de “rei do imaginário Hallowenesco”, tudo o que seja feitiçaria, monstros, extraterrestres, bruxas e anomalias em geral Rob Zombie tem adoptado com seus filhos se tratassem. ‘The Great Satan’ não é bom, mesmo considerado que não é fácil manter a imparcialidade, eu diria que é dificílimo não achar o álbum excelente. Depois de dois álbuns pouco entusiasmantes ‘The Great Satan’ atira Rob Zombie novamente para um nível que quase todos pensavam já não ser atingível, ainda que não supere a obra prima ‘Hellbilly Deluxe’ estará no mínimo ao nível de ‘The Sinister Urge’. E o que é que mudou? pois bem mudou o guitarrista, o retorno de Mike Riggs em subistituição de John 5 e o baxista Robert "Blasko" Nicholson em prol de Piggy D e de facto a diferença parece abismal. Riffs muito mais directos, intensos, rápidos e Industrializados fazem de temas como ‘F.T.W. 84’, ‘Tarantula’, ‘(I'm A) Rock "N" Roller’, ‘Heathen Days’, ‘Black Rat Coffin’ e ‘Punks And Demons’ faixas como há muito não se ouvia com o selo Rob Zombie. Não tenho duvidas que ‘The Great Satan’ vai ser um dos álbuns de referência de 2026 mas pode muito bem também acabar por ser o mote para uma espécie de um re-despertar do Metal/Rock Industrial Norte-Americano adormecido já há algum tempo a esta parte.
8.5/10






