Voltamos atenções para a musica até porque os lançamentos não param para falarmos do mais recente trabalho dos Dimmu Borgir ‘Grand Serpent Rising’, o seu décimo álbum. Outrora a banda mais popular e prestigiada da tão badalada segunda vaga do Black Metal Norueguês os Dimmu Borgir foram perdendo fulgor de uma forma regular, a grande pergunta que se impõe é se essa perda de “gás” está estritamente relacionada com um declínio da qualidade das suas composições musicais, eu diria que sim embora de forma parcial. Na minha opinião, ao contrário de muitos dos seus pares os Dimmu Borgir não se souberam reinventar e como consequência disso o seu Black Metal foi-se paulatinamente afogando num pântano de Symphonic/Melodic Metal com esporádicas provocações de Industrial, esse longo caminho culminou em ‘Eonian’ (2018), o momento mais baixo da longa carreira da banda Norueguesa. É verdade que ‘Grand Serpent Rising’ supera ‘Eonian’ (seria o mínimo exigível) apesar de estar ainda longe da qualidade dos álbuns de referência da banda e certamente não contém a vitalidade que os Dimmu Borgir desesperadamente precisavam. Digamos que o ponto de partida de ‘Grand Serpent Rising’ também não foi o ideal pois em 2024 Galder (o lendário guitarrista e parte integrante do núcleo duro da banda) anunciou a sua saída, saída essa que teve efeitos incontornáveis na composição do álbum.‘Grand Serpent Rising’ sofre dos mesmos problemas que atormentaram os últimos álbuns da banda, uma desproporcional relação entre melodia e agressividade em favor da melodia, uma pouco saudável obsessão pelo Symphonic Metal, a produção demasiado polida e uma ligação distante e estagnada com o Black Metal, quase forçada e sem qualquer tipo de inovação ou risco. Destaco ainda assim ‘Ascent’ e ‘Phantom Of The Nemesis’ (um piscar de olho a “maldita” ‘Puritania’) como os melhores temas de um álbum que é na sua essência acima de tudo...aborrecido.
6.5/10



.jpg)
.jpg)

