7.5/10
Espelho Distópico
terça-feira, 17 de março de 2026
Marvel Zombies - Season 1 (2025)
sábado, 14 de março de 2026
Only Murders in the Building - Season 5 (2025)
terça-feira, 10 de março de 2026
Splinter Cell: Deathwatch - Season 1 (2025)
Voltamos às séries de animação para analisar uma série que estranhamente não teve a publicidade que merecia, falo de ‘Splinter Cell: Deathwatch’. O franchise de videojogos ‘Splinter Cell’ dispensa apresentações todavia não me parece que a série seja exclusiva para os aficionados da franquia, o mais leigo dos espectadores está perfeitamente apto para compreender a história de ‘Splinter Cell: Deathwatch’. Essa mesma história centra-se na parceria na novata Zinnia McKenna e o protagonista do já referido franchise Sam Fisher (ele que está agora retirado), os dois tentam evitar um conspiração global planeada pela família Shetland, mais concretamente por Diana e Charlie Shetland, filhos do falecido Douglas Shetland através da sua companhia de fachada Displace International tendo como objectivo final destruir o fornecimento de energia ao continente europeu. ‘Splinter Cell: Deathwatch’ é uma animação direcionada para adultos que encaixa muito bem na categoria de thriller de espionagem e que se vale do excelente equilíbrio entre acção e suspense, pelo ambiente sempre pesado e tenso onde os óculos de visão nocturna que se tornaram icónicos no final de ‘Silence of The Lambs’ mas que ganharam enorme popularidade precisamente na franquia ‘Splinter Cell’ têm um papel determinante, e pelos personagens muito bem escritos para cativar a audiência. Para os mais fanáticos fica a informação que a história de ‘Splinter Cell: Deathwatch’ passa-se doze anos depois do videojogo ‘Splinter Cell: Blacklist’.
7.5/10
domingo, 8 de março de 2026
Aien: Earth - Season 1 (2025)
Vamos então centrar o foco na grande decepção do ano transacto no que a series diz respeito, falo, caso ainda não tenham adivinhado de ‘Alien: Earth’. Cronologicamente a série passa-se dois anos antes de ‘Alien’ (1978) e a história começa na nave USCSS Maginot que acaba por se despenhar no planeta terra mais concretamente na cidade de New Siam. Pertencente à nossa já conhecida companhia Weyland-Yutani a nave contem vários espécimes alienígenas fruto de anos de recolhas de cariz científico. O planeta Terra é por esta altura dominado por grandes corporações onde se destacam a já referida Weyland-Yutani e Prodigy, uma companhia que detém os híbridos, adultos sintéticos mas com uma mente ao nível de crianças, esta companhia governa a cidade de New Siam e reclama por isso a posse das amostras alienígenas contidas na nave despenhada. Se a premissa de ‘Alien: Earth’ tem de facto algum interesse o desenvolvimento da história acaba por ser catastrófico, e as razoes vão-se acumulando a cada episódio. Aos personagens completamente desacreditados, amorfos e sem qualquer tipo de evolução com a excepção feita a Morrow/Babou Ceesay um dos tripulantes da nave USCSS Maginot juntam-se decisões completamente inverosímeis, e ridículas com o expoente máximo a prender-se com a inexplicável e conveniente capacidade da protagonista Wendy/Sydney Chandler conseguir compreender a linguagem dos Xenomorfos. Na parte final da série os Xenomorfos já quase que só contam para contexto tal não é o destaque dado aos chamados híbridos. ‘Alien: Earth’ acaba por deitar tudo a perder graças ao seu precipitado e desastroso argumento, seria certamente uma dádiva a descontinuação da série.
5.5/10
quinta-feira, 5 de março de 2026
Castlevania: Nocturne - Season 2 (2025)
Voltamos às series de animação para escalpelizar a segunda temporada de ‘Castlevania: Nocturne’. Depois do grande sucesso de ‘Castlevania’ a série continuou como ‘Castlevania: Nocturne’ ainda que com uma história muito diferente e como já tinha referido na review da Season 1 sem o mesmo impacto, contudo nesta segunda temporada o patamar sem dúvida que subiu. Esta Season 2 começa com o épico regresso do nosso velho conhecido Alucard, ele que regressa com o objectivo de encontrar o corpo da atinga deusa egípcia Sekhmet antes que a poderosa e terrível Erzsebet Bathory o faça (referida na Season 1 como Messias), pois o poder de Sekhmet conjugado com o seu torná-la-ia imbatível. Para a auxiliar nesta tarefa Erzsebet consegue reviver uma antiga vampira serva de Sekhmet, Drolta Tzuentes. Em simultâneo com estes acontecimentos os nossos protagonistas Richter Belmont Maria Renard juntamente com a feiticeira caribenha Annette vão a seu tempo e cada um no seu âmbito dominando cada vez melhor os seus poderes para se unirem em definitivo com Alucard numa derradeira tentativa de parar Erzsebet e as suas forças demónicas, tudo isto numa cidade de Paris em completa polvorosa. Apesar de do ritmo lento de alguns episódios onde a carga dramática predomina em prol do desenvolvimento do enredo a colossal, intensíssima e acutilante batalha final seve e de que maneira como compensação para esses segmentos mais morosos. Tenho também de destacar a formidável evolução de vários personagens que pareciam algo frívolos na primeira temporada.
7.5/10
sábado, 28 de fevereiro de 2026
The Last Os Us - Season 2 (2025)
Foi uma das últimas produções com o selo HBO antes da sua polémica compra pelo seu concorrente directo Nefflix, falo da Season 2 de ‘The Last Of Us’. Dois anos depois da aclamada Season 1 ‘The Last Of Us’ regressou para uma segunda temporada em 2025, todavia infelizmente a qualidade não se manteve. Se na review da Season 1 eu elogiei a forma como ‘The Last Of Us’ rapidamente se demarcou de ‘The Walking Dead’ apesar das óbvias semelhanças também é justo dizer que nesta Season 2 a série incorreu no erro fatal que fomentou o progressivo desinteresse geral na icónica série da AMC. Esse erro prende-se a meu ver com uma propositada deturpação do conceito base da história, ou seja, mesmo considerando que a vertente dramática é parte integrante de ‘The Last Of Us’ a perspectiva mais interessante da série é a meu ver a científica. Seria muito mais fascinante adquirir cada vez mais informação sobre a origem e evolução da infecção fúngica que transformou o mundo num cenário distópico do que acompanhar uma história de consecutivas vinganças entre outros problemas dramáticos que podiam muito bem pertencer a uma qualquer telenovela. Apesar de alguns bons segmentos e acção e da manutenção da qualidade na maioria das interpretações esta Season 2 puxou rapidamente o foco da série para os lugares comuns e por consequência para o aborrecimento.
6.5/10
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
Adolescence - Mini-Série (2025)
Foi sem dúvida uma das séries mais impactantes de 2025, falo da mini-série ‘Adolescence’ com a chancela Netflix. ‘Adolescence’ caiu que nem uma bomba na sociedade e não só pela altíssima carga dramática e trágica mas também pelo tema em si, uma tema que infelizmente está na ordem do dia. Apesar de ser ficcional ‘Adolescence’ poderia muito bem ser inspirada em acontecimentos reais, a história da mini-série de quatro episódios começa no assassinato de uma jovem (Katie) nas redondezas de um colégio Britânico em Yorkshire e o primeiro episódio centra-se na chocante detenção do jovem de 13 anos Jamie Miller/Owen Cooper, o principal suspeito do homicídio de Katie. O Segundo episódio passa-se uns dias depois e centra-se na investigação policial no colégio frequentado por ambos. Alguns meses se passam e Jamie continua em cativeiro onde vai sendo acompanhado por uma psicóloga, no terceiro episódio acompanhamos de perto a interacção entre os dois. A mini-série termina com um episódio passado um ano depois do acontecimento e centra-se na família de Jamie e como esta está a lidar com este evento altamente dramático. Com todos os episódios a ser filmados com a técnica ‘one shot’ ‘Adolescence’ dá cartas na vertente de realização e de cinematografia embora a grande mais-valia da série a meu ver está na elevadíssima qualidade das interpretações com o óbvio destaque a ir para o fantástico papel de Stephen Graham como Eddie Miller (o pai de Jamie), ele que que também esteve envolvido na produção de ‘Adolescence’. Todavia nem tudo saiu bem a ‘Adolescence’, a série incorre a meu ver num erro crasso, o seu formato. O desfasamento temporal entre episódios, a pouca interligação entre os mesmos e a ausência de um fio condutor que ofereça a consistência que a história certamente merecia prejudica e de que maneira a série.
7/10






