Têm-se sucedido os casos de sucesso de adaptações de videojogos ao formato de série, ‘The Last Of Us’, ‘Fallout’ e ‘Cyberpunk’ (no subgénero de animação) são algumas das mais recentes, seguindo esta linha a Netflix decidiu apostar na adaptação de ‘Devil May Cry’. Confesso que é complicado manter a imparcialidade quando se trata de um dos franchises de videojogos que mais aprecio contudo é desafiante tentar achar falhas na série. Com uma animação muito ao estilo de ‘Castlevania’ ‘Devil May Cry’ apresenta uma incrível bitola em praticamente todas as vertentes. Acção simultaneamente alucinante e intensa, uma história muito bem elaborada com um assinalável grau de complexidade e personagens bem escritas e marcantes fazem de ‘Devil May Cry’ uma adaptação muito bem gizada. Nota-se também o cuidado em respeitar a essência do argumento do franchise de videojogos até porque no caso da história ser muito alterada haveria por certo uma tendência para uma quebra de qualidade. Se querer exagerar nos spoilers até porque quem não conhece os videojogos pode eventualmente apreciar a série de igual forma, a história da série centra-se (como não podia deixar de ser) em Dante, um ser hibrido metade humano metade demónio e no seu enigmático passado, um passado que contem pistas para um presente em que o mundo é frequentemente visitado por demónios e que o inferno é bem real.
8.5/10




