Outro álbum que nos passou ao lado foi o décimo da já longa carreira de Andy LaPlegua e dos seus estimados Combichrist ‘CMBCRST’. O álbum que remonta a maio de 2024 vem cinco anos depois de ‘One Fire’ e apenas dois depois do EP ‘Heads Off’ e a minha primeira critica acerca de ‘CMBCRST’ está precisamente relacionada com o já referido EP. Parece-me senso comum que um EP pode e deve funcionar como uma espécie de “aperitivo” para o que se sucede e no caso especifico dos Combichrist é mesmo o seu primeiro EP por muito estranho que pareça contudo a banda decidiu incorporar na totalidade ‘Heads Off’ em ‘CMBCRST’ o que a meu ver retira qualquer tipo de lógica ao lançamento de ‘Heads Off’. ‘CMBCRST’ é possivelmente o melhor álbum da banda em anos e porquê? Eu diria que a principal razão prende-se com o facto de Andy LaPlegua ter conseguido finalmente consolidar um difícil equilíbrio sonoro entre as duas assumidas vertentes da banda, Industrial Metal e Aggrotech. Tal como já tinha acontecido em ‘Heads Off’ também em ‘CMBCRST’ existem temas a gosto das duas “facções” que têm acompanhado a banda, ‘Compliance’ ou ‘Children of Violence’ para os mais aficionados do Eletrónico/Aggrotech ou ‘Planet Doom’ ou ‘D for Demonic’ (bem a puxar às sonoridades dos seus conterrâneos Ministry) para quem é mais apreciador de um Industrial com riffs bem orelhudos. Todavia penso que o grande mérito dos Combichrist neste ‘CMBCRST’ é terem alcançado esse já referido equilíbrio musical não só entre temas como também dentro do próprio tema, as formidáveis ‘Only Death Is Immortal’ e ‘Through The Ravens Eyes’ são talvez os melhores exemplos disso mesmo. A dias do lançamento do seu décimo primeiro álbum as expectativas são muito boas.
8/10

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