É difícil de acreditar que ‘The Ghost of a Future Dead’ foi o titulo escolhido pelos Suecos At The Gates antes do precoce desaparecimento do seu icónico líder Thomas Lindberg. É impossível falarmos de ‘The Ghost of a Future Dead’ sem falar do inesperado falecimento de Lindberg até porque apesar do álbum ter sido lançado a titulo póstumo as vocalizações foram ainda inteiramente da sua responsabilidade. Lindberg vai por certo ser reconhecido como a mais emblemática personagem do chamando Gothenburg Metal, não só por ter participado de forma bastante activa na sua génese mas também pelo numero de projectos de edificou dentro deste particular sub-género (Nightrage e The Great Deceiver são bons exemplos). Feita a mais que justificada homenagem o foco centra-se agora no álbum. ‘The Ghost of a Future Dead’ (o oitavo e derradeiro álbum da banda) tem sido apontado como o melhor dos At The Gates desde o seu surpreendente regresso em 2014, eu diria que talvez a óbvia carga dramática esteja a influenciar de forma decisiva as opiniões e não é porque o álbum não seja consistente nada disso, todavia eu acho que com a excepção de ‘To Drink From The Night Itself’ (2018) que está a meu ver um furo abaixo, os outros três álbuns da banda desde o seu retorno estão a um nível muito semelhante. Ao contrário do que aconteceu em ‘The Nightmare OfBeing’ deste vez os At The Gates voltaram às suas sonoridades primordiais onde de facto parece que conseguem sempre superar toda a concorrência, a receita do Gothenburg Metal é por demais conhecida e experimentada mas com os At The Gates ela leva sempre um condimento especial e secreto. É complicado escolher um destaque num álbum tão compacto e regular ainda assim arrisco o tema ‘A Ritual of Waste’, uma faixa bem característica das sonoridades típicas do aclamado quinteto Sueco. Um até sempre para Thomas Lindberg, o seu legado por certo perdurará.
7.5/10






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