Tenho poucas dúvidas em afirmar que foi o mais marcante lançamento de 2025 no espectro do Black Metal, falo de ‘Aesthetic Of Hunger’, o terceiro álbum dos Polacos Medico Peste. A banda onde agora apenas resta Lazarus, ele que foi musico ao vivo dos seus conterrâneos Mgla embora na altura com o cognome Silencer, regressa cinco anos depois de ‘ב :The Black Bile’ com este ‘Aesthetic Of Hunger’, e de facto a fasquia subiu. Num ano que não tem sido particularmente famoso em termos de lançamentos de Black Metal a redenção chega da Polónia, nascidos do mesmo segmento embrionário que os seus conterrâneos Kriegsmaschine e os já referidos Mgla, eu diria que musicalmente os Medico Peste se situam numa espécie de ponto intermédio entre as outras duas bandas, não tão puros como os Mgla mas também não tão afoitos na infusão de Black Metal Avant-garde com os Kriegsmaschine. ‘Aesthetic Of Hunger’ assinala um assinalável marco na carreira dos Medico Peste, não é apenas o melhor álbum da banda até ao momento como também o álbum mais importante na consolidação da sua identidade musical. Prodigo em criatividade e originalidade ‘Aesthetic Of Hunger’ contem uma sensacional amplitude de sensações sonoras que vão deste o Black Metal mais vertiginoso e pestilento de temas como ‘Subversion & Simulacra’ e ‘Folie De Dieu’ ao Avant-garde de ‘The Black Lotus’ ou ‘Viaticum’ passado pela serenata ambiental de ‘Antrakt’ ou mesmo pela perversa liturgia de ‘Ecclessiogenic Psychosis’.
8/10




