E entretanto passaram 20 anos desde ‘The Devil Wears Prada’, nada faria prever uma sequela não só porque passaram duas décadas mas também porque o final do filme não oferece essa abertura contudo já sabemos que em Hollywood nenhuma história está definitivamente encerrada e aí temos ‘The Devil Wears Prada 2’. Uma distância temporal desta grandeza não é necessariamente um factor decisivo para o filme não resultar apesar de vários exemplos que vão nesse sentido ‘Trainspotting 2’ é um caso que demonstra o contrario. O realizador David Frankel e os argumentistas Aline Brosh McKenna e Lauren Weisberger voltam a reunir-se para tentar replicar o sucesso do primeiro filme e de facto em termos de ambiente e até dinâmica entre os personagens é fácil reconhecer equivalências entre os dois filmes, mais uma vez um “retrato” cheio de glamour do mundo da moda Nova-iorquino com destaque para a excelência do design de produção e o vestuário elegante. O grande defeito de ‘The Devil Wears Prada 2’ prede-se precisamente com o seu argumento, uma verdadeira trapalhada, aliás, o argumento tenta agregar tanta coisa no mesmo filme que nem me atrevo a tentar explica-lo aqui. Uma salada de histórias paralelas e personagens que pouco mais fazem do que estorvar o natural desenrolar do filme. Desde logo uma excessiva inclusão de temáticas abordadas pelo filme (o declínio da impressa escrita e o “bullying” no local de trabalho), penso que a escolha de apenas uma delas teria sido muito mais produtivo. Vou destacar as boas prestações de Anne Hathaway/Andy e Stanley Tucci/Nigel (parece talhado para este tipo de papéis) enquanto a consagrada Meryl Streep parece um pouco perdida nesta nova reencarnação de Miranda Priestly certamente uns furos abaixo da fabulosa interpretação da mesma personagem em ‘The Devil Wears Prada’.
6.5/10






