Foi claramente o filme da “moda” deste verão, falo do Thriller psicológico ‘Obsession’. A história de ‘Obsession’ é bastante simples e centra-se na dupla Baron Bailey/Michael Johnston e a sua colega de trabalho Nikki Freeman/Inde Navarrette, perdidamente apaixonado por Nikki Baron não consegue ultrapassar a sua timidez para lhe confessar os seus sentimentos, contudo ele arranja um subterfúgio para resolver o seu dilema, numa loja de produtos esotéricos ele compra um “salgueiro de um desejo” que consiste num pequeno pequeno ramo de salgueiro que concede um desejo quando é partido. Para seu espanto o desejo concretiza-se e Nikki fica obcecadamente apaixonada por ele, todavia como todos os desejos o mesmo vem com um senão, não é literalmente Nikki que está apaixonada por Baron mas uma espécie de entidade mística que a força a esta doentia relação. ‘Obsession’ teve uma recepção incrível por parte do publico e da critica, muito se elogiaram as metáforas do filme acerca de relações tóxicas e possessivas ainda que a minha opinião vá claramente no sentido oposto. A meu ver ‘Obsession’ não confirma o hype criado à sua volta, eu diria que até está muito longe de o fazer, desde logo a premissa do filme é básica e altamente conveniente, para além de já ter sido usada inúmeras vezes e quanto às metáforas acerca de relacionamentos são uma extrapolação também ela conveniente do filme, são válidas mas também podem muito bem não ser. Temos ainda a recorrente influência woke que mais uma vez tenta transformar a figura masculina do filme numa espécie de “vilão”, começa a ser uma tendência bastante cansativa. ‘Obsession’ é na minha opinião uma espécie de ‘The Substance’ de 2026, um filme que gerou um hype inacreditável mas quando o desconstruimos não passa de um filme banal e altamente previsível, um bom espécime da mediocridade do cinema actual.
6/10






