sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Predator: Killer of Killers (2025)

Quando a animação suplanta a “realidade”. Da mesma dupla de realizadores de ‘Prey’ (Dan Trachtenberg e Joshua Wassung) e também com a chancela Hulu surge ‘Predator: Killer of Killers’. ‘Predator: Killer of Killers’ é um filme simultaneamente de animação e de antologia, o filme é composto por três histórias distintas que se fundem no final. A primeira história passa-se em plena Escandinávia no ano 841 onde um Predador encontra uma visceral contenda Viking entre o clã liderado por Ursa e Zoran da tribo Krivich. Andamos no tempo até ao Japão Pós feudal de 1609, desta vez um outro Predador entra literalmente a meio de uma batalha de sucessão familiar entre dois irmãos (Kenji e Kiyoshi), estes dois exímios samurais suspendem momentaneamente a sua quezília para unir esforços contra o ser alienígena. A última história centra-se em John J. Torres, um jovem mecânico aspirante a piloto militar do exército Norte-Americano em plena segunda guerra Mundial (1942). Torres consegue mesmo cumprir o seu sonho de pilotar um avião na chamada campanha da Africa do Norte contudo apercebe-se que vai ter de enfrentar um inimigo muito mais exigente do que alguma vez imaginou (um Predador). ‘Predator: Killer of Killers’ apresenta um dinamismo muito bem forjado com alucinantes e fascinantes cenas de acção, Predadores bem concebidos e com interessantes e inovadores equipamentos resultando numa refrescante abordagem a um Franchise que nem sempre tem sido bem tratado.

7.5/10

[Trailer] 

sábado, 29 de novembro de 2025

Nobody 2 (2025)

Quatro anos depois de ‘Nobody’ aí está a sequela que ninguém pediu em ‘Nobody 2’. Desta vez Hutch Mansell/Bob Odenkirk embarca numas férias com a sua família em Plummerville, uma pequena vila onde Hutch passou férias enquanto adolescente, sem dúvida um sítio do qual ele guarda boas memoria. Todavia Plummerville está diferente, a vila transformou-se num importante local numa rota de tráfico de droga, depois de perceber que as forças da autoridade locais estão completamente compradas Hutch vai progressivamente destruindo a hierarquia da organização criminosa vigente até ao confronto final com a líder Landina/Sharon Stone. Não há muito de novo a dizer sobre ‘Nobody 2’, não houve nenhuma tentativa de acrescentar melhorias em relação ao seu antecessor, a fórmula manteve-se praticamente igual, aparentemente qualquer tipo de desculpa serve para começar uma verdadeira torrente de violência gratuita completamente despropositava, vulgar e irrealista. Os personagens são completamente ocos e banais, aliás os personagens não mostram qualquer tipo de evolução desde o início do primeiro filme. ‘Nobody 2’ é mais um excelente exemplo de como os argumentos têm perdido importância no cinema moderno. 

5/10 

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Roofman (2025)

A comédia que nunca foi encaixa que nem uma luva como o slogan de ‘Roofman’, um filme que até pelo trailer dá todo o ar de ser uma comédia mas que no entanto acaba por ser predominantemente uma drama “soft” que até é baseado em acontecimentos reais por mais insólitos que pareçam. O argumento de ‘Roofman’ centra-se em Jeffrey Manchester/Channing Tatum um ladrão que se torna célebre por causa do seu método de entrada (telhado do edifício), por ser simpático para os reféns e pela sua escolha preferencial de alvos (Macdonald’s). Ora num desses assaltos Jeffrey é apanhado pela polícia e posteriormente aprisionado, todavia depois de uma bem planeada fuga da prisão Jeffrey esconde-se durante meses num Toys "R" Us local. Enquanto esta estadia se vai prolongando Jeffrey começa-se a integrar na comunidade local assumindo para tal uma identidade falsa. Além de TatumRoofman’ conta ainda com a participação de Kirsten Dunst na pele de Leigh Wainscott (a nova paixão de Jeffrey) e o incrível Peter Dinklage que encarna Mitch, o intragável gerente do Toys "R" Us. ‘Roofman’ é um filme que dentro do género se pode considerar satisfatório onde as interpretações são adequadas e convincentes contudo o filme peca pela sua duração. Segmentos demasiados longos redundantes em termos de desenvolvimento do enredo.  

6.5/10

terça-feira, 18 de novembro de 2025

A Big Bold Beautiful Journey (2025)

O romantismo não está morto, é este o mote para a ideia por trás de ‘A Big Bold Beautiful Journey’. Dois estranhos acabam por ser forçados a partilhar uma viagem para um casamento de um amigo comum, todavia esta viagem transforma-se numa jornada surreal pois vão aparecendo portas que funcionam como uma espécie de portais para memórias dos passados de ambos. O filme tenta recuperar o romantismo e duplicidade da trilogia ‘Before Sunrise’, ‘Before Sunset’ e ‘Before Midnight’ adicionado uma vertente de fantasia similar a filmes como ‘Stardust’ ou ‘Big Fish’. ‘A Big Bold Beautiful Journey’ tem também uma dupla altamente conceituada nos papéis principais, Colin Farrell/David e Margot Robbie/Sarah e conta ainda com a participação do incrível Hamish Linklater (ele que brilhou na mini-série ‘Midnight Mass’). A grande questão que fica acerca de ‘A Big Bold Beautiful Journey’ é como é que um filme com uma boa ideia base (apesar de não uma novidade) e um elenco deste nível não resultou? A resposta é clara e está interligada com os personagens, não necessariamente com as interpretações (apesar de não serem brilhantes) mas com os personagens. A forma como os personagens estão escritos foi uma espécie de âncora que não deixou o filme atingir o seu potencial. Nenhum dos personagens mostra evolução e os diálogos são muito fracos, factor que vai tonando o filme cada vez mais entediante e menos genuíno e credível. ‘A Big Bold Beautiful Journey’ acaba por ser uma desilusão, nos dias que correm em que boas ideias escasseiam no mundo do cinema ainda é mais estranho como não se consegue concretizar uma delas num filme de boa qualidade. 

6.5/10 


sábado, 15 de novembro de 2025

Code 3 (2025)

Um dos filmes que mais me surpreendeu em 2025 foi ‘Code 3’, confesso que a proveniência da minha curiosidade acerca do filme veio em grande parte da generalidade das críticas positivas do mesmo. ‘Code 3’ centra-se na vida de Randy (um experiente e desgastado paramédico que trabalha do equivalente Norte-Americano ao nosso conhecido INEM), um papel interpretado de forma bastante assertiva e entusiástica por Rainn Wilson (ele que atingiu a patamar de ícone na pele do ímpar Dwight Schrute na versão Norte-Americana da série ‘The Office’). ‘Code 3’ acontece literalmente no ultimo turno de 24 horas de Randy, (o ultimo porque ele já aceitou um trabalho noutra área completamente diferente), aí podemos observar todas as imponderabilidades inerentes a um turno tão longo num trabalho tão intenso e exigente. Intensidade e emoção marcam a toada da cadência do filme, e mesmo com um argumento simples consegue uma cativante abordagem a uma temática pouco explorada, o único outro filme com semelhanças a ‘Code 3’ que me consigo recordar é o alucinante ‘Bringing Out the Dead’ de Martin Scorsese em 1999. ‘Code 3’ é mais um bom exemplo de como um filme de baixo custo consegue ser mais sedutor que os projectos com grandes produções e desta feita nem foi à custa de um argumento de excelência mas sim de uma equilibrada receita entre acção e emoção e um tema pouco explorado que desperta uma natural curiosidade.

7.5/10

[Sample]