Outro lançamento ainda bem “fresquinho” de uma banda Norte-Americana é ‘Goliath’ dos Exodus, eles que passaram há bem pouco tempo pelo nosso país incluídos na tour mundial dos Kreator (Krushers Of The World Tour), mais precisamente no passado dia 20 de Março na Sala Tejo em Lisboa, curiosamente exatamente no dia em que saiu ‘Goliath’. Com uma capa bastante promissora, uma promoção de belo efeito, o re-regresso de Rob Dukes nas vocalizações e o foco (agora total) do carismático Gary Holt eu diria que estavam reunidas as condições para os Exodus voltarem aos grandes álbuns todavia é com muita pena que tenho de dizer que o conteúdo não corresponde ao “invólucro”. Apesar de não ser um álbum medíocre ‘Goliath’ vai tendencialmente acabar por ser uma das desilusões de 2026. O grande “pecado original” de ‘Goliath’ talvez tenha sido a tentativa da banda ser demasiado abrangente acerca das suas várias evoluções/transformações, se o Bay Area Thrash Metal é o seu alicerce mais do que natural é verdade que a banda deu passos largos na bem-sucedida tentativa de modernizar as suas sonoridades especialmente na década de 10 onde a inclusão de algum Groove e a migração para riffs mais sofisticados ofereceram uma revigorante e pulsante energia à banda na altura, ora seria mais do que previsível, ainda por cima com a mesma formação que esse caminho tivesse sido de alguma forma retomado agora. Faixas como ‘Beyond The Event Horizon’, ‘2 Minutes Hate’ ou tema titulo são bons exemplos do que acabei de referir e poderiam e deveriam muito bem ser a bitola de ‘Goliath’, em contraponto temos temas a roçar o básico como ‘Promise You This’ ou ‘The Changing Me’ com a participação especial de Peter Tägtgren (que eu pessoalmente admiro bastante) que desvirtua completamente o tema (não faria mais sentido um Chuck Billy ou um Randy Blythe) que simplesmente não resultam e desperdiçam o potencial de ‘Goliath’.
6.5/10

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