Quando falamos de cinema actual parece que o “menu” apenas nos reserva duas opções sendo que uma terceira é uma raridade, as duas possibilidades variam apenas entre reboot’s ou sequelas. Inspirado na nostálgica série de animação ‘He-Man and the Masters of the Universe’ (1983), ‘Masters of the Universe’ é um reboot do filme com o mesmo nome de 1987 na altura com Dolph Lundgren como protagonista. A história de ‘Masters of the Universe’ é simples e por demais conhecida. O jovem príncipe Adam herdeiro de Eternia consegue fugir para a Terra quando o seu reino é atacado pelo vil Skeletor, ora quinze anos mais tarde um Adam já adulto regressa a Eternia com a espada do poder para se vingar de Skeletor e libertar Eternia deste temível tirano. No que ao enredo diz respeito os filmes são muito similares embora na versão de 1987 a acção decorra quase sempre na Terra enquanto o ultimo terço do remake passa-se em Eternia todavia é na concepção que estão as principais diferenças. Se na versão de 1987 existe uma louvável tentativa de tornar o filme maduro e sóbrio, uma espécie da afastamento da infantilidade própria da animação que lhe deu origem já na variante de 2026 o publico alvo do filme aparentemente são os menores de doze anos tal não é a agregação de dinâmicas de acção pautadas por cores berrantes sempre num tom divertido e uma absurda ausência de dramatismo. Segundo o próprio realizador (Travis Knight), ‘Masters of the Universe’ não é um filme para se levar demasiado a sério e quem encarou isso de forma literal foi o protagonista Nicholas Galitzine na pele de Adam/He-Man, nem por um minuto o espetador consegue levar a sua interpretação a sério, uma total ausência de carisma. Apesar de cumprir os requisitos mínimos de um filme (apenas) de entretenimento eu diria que ‘Masters of the Universe’ poderia e deveria ter sido concebido no formato de filme de animação, contudo nos tempos que correm a têndencia parece ser a produção de filmes de animação para adultos e filmes de live-action para crianças.
5.5/10

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