É a nova proposta do inconfundível Guillermo del Toro, falo da mais recente versão de ‘Frankenstein’ e digo a mais recente pois é quinta vez que o mítico romance de Mary Shelley é adaptado para o cinema, ‘Frankenstein’ (1931), ‘Frankenstein de Mary Shelley’ (1994), ‘Frankenstein’ (2015) e ‘Victor Frankenstein’ também em 2015. Confesso que Guillermo del Toro é, dos realizadores com mais hype o qual com quem eu menos me identifico, não está em causa o seu merecido reconhecimento mas em alguns filmes seus parece-me que a qualidade dos mesmos assenta quase exclusivamente na vertente artística. Dito isto parece-me mais ou menos consensual que esta será a melhor versão da fábula de ‘Frankenstein’, apesar de não restar grande espaço de manobra para a originalidade mesmo assim del Toro conseguiu aplicar a sua prolífera criatividade na forma de contar a narrativa. O filme carrega uma apropriada cinematografia sombria e melancólica, um registo em que Guillermo del Toro e Tim Burton são de facto os grandes mestres. Outro factor que transforma ‘Frankenstein’ na mais conseguida iteração cinematográfica da lenda é o elenco com o destaque a ir para as formidáveis performances de Oscar Isaac como Victor Frankenstein e Christoph Waltz/Harlander mas também a supressa da boa prestação do desconhecido Jacob Elordi na pele da criatura. O meu reparo a ‘Frankenstein’ vai directamente para a sua duração, ou por outras palavras para a “preguiçosa” edição, a história claramente não justifica duas horas e meia e podia e devia ter havido um corte de 40 minutos que o filme não perderia nada de relevante.
7/10

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