segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Tron: Ares (2025)

A interminável demanda pela repescagem de antigos franchises continua imparável em Hollywood, eu diria que neste momento é provavelmente uma das maiores fontes de rendimento do cinema de massas Norte-Americano. Depois de um hiato de 28 anos entre ‘Tron’ e ‘Tron: Legacy’, eis que 15 anos depois chega a sequela que ninguém pediu, ‘Tron: Ares’. Se ‘Tron: Legacy’ foi um filme muito bem recebido pelos fãs da franquia o mesmo não se pode dizer acerca de ‘Tron: Ares’, até porque além dos efeitos visuais de grande qualidade e a assertiva e adequada banda sonora pouco mais há a extrair do filme. Uma das criticas mais comuns que li sobre ‘Tron: Ares’ é que o filme não tem alma e de facto é uma declaração difícil de contrariar, o filme parece literalmente gerado inteiramente por AI. A uma história banalíssima e insipiente juntam-se as personagens completamente “plastificadas” e ocas interpretadas com o mesmo nível de desinspiração e obrigação de quem as escreveu. Jared Leto começa a coleccionar um incrível punhado de papéis deploráveis e o de Ares é mais um para a lista, se é verdade que interpretar um programa requer um certo nível de inumanidade e artificialidade ele nunca o consegue transmitir durante todo o filme, a “encarnação” é forçada e amorfa a uma galáxia de distancia do icónico agente Smith (Hugo Weaving) em ‘The Matrix’ só para comprar com um papel no mesmo espectro. Em suma ‘Tron: Ares’ é mais uma não solicitada sequela que pode muito bem funcionar como presságio para a entrada musculada da AI na sétima arte.

5.5/10 

Sem comentários:

Enviar um comentário