A interminável
demanda pela repescagem de antigos franchises continua imparável em Hollywood, eu diria que neste momento é
provavelmente uma das maiores fontes de rendimento do cinema de massas
Norte-Americano. Depois de um hiato de 28 anos entre ‘Tron’ e ‘Tron: Legacy’,
eis que 15 anos depois chega a sequela que ninguém pediu, ‘Tron: Ares’. Se ‘Tron:
Legacy’ foi um filme muito bem recebido pelos fãs da franquia o mesmo não
se pode dizer acerca de ‘Tron: Ares’,
até porque além dos efeitos visuais de grande qualidade e a assertiva e
adequada banda sonora pouco mais há
a extrair do filme. Uma das criticas mais comuns que li sobre ‘Tron: Ares’ é que o filme não tem alma
e de facto é uma declaração difícil de contrariar, o filme parece literalmente
gerado inteiramente por AI. A uma história banalíssima e insipiente juntam-se
as personagens completamente “plastificadas” e ocas interpretadas com o mesmo nível
de desinspiração e obrigação de quem as escreveu. Jared Leto começa a coleccionar um incrível punhado de papéis
deploráveis e o de Ares é mais um
para a lista, se é verdade que interpretar um programa requer um certo nível de
inumanidade e artificialidade ele nunca o consegue transmitir durante todo o
filme, a “encarnação” é forçada e amorfa a uma galáxia de distancia do icónico agente Smith (Hugo Weaving) em ‘The Matrix’
só para comprar com um papel no mesmo espectro. Em suma ‘Tron: Ares’ é mais uma não solicitada sequela que pode muito bem
funcionar como presságio para a entrada musculada da AI na sétima arte.
5.5/10
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