A apresentar mensagens correspondentes à consulta the ocean ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta the ocean ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Psychonaut - World Maker (2025)

Será que ir progressivamente absorvendo o legado dos The Ocean é o suficiente?! Não, não é o os Belgas Psychonaut estão perfeitamente conscientes disso. As semelhanças são óbvias e reconhecidas pelos próprios, além de partilharem a mesma editora (Pelagic Records) os The Ocean de alguma forma têm apadrinhando a fantástica ascensão do trio Belga nessa mesma editora. Com uma carreira marcada por passos convictos e seguros os Psychonaut lançaram no passado dia 24 de Outubro o seu terceiro álbum de originais ‘World Maker’. É preciso uma resistência assinalável para não ficarmos completamente apaixonados por ‘World Maker’ logo na primeira audição, os mais saudosistas irão dizer que o antecessor ‘Violate Consensus Reality’ ou mesmo ‘Unfold The God Man’ contêm temas mais emblemáticos, admito que sim contudo em termos de consistência e regularidade não tenho dúvidas é assinalar ‘World Maker’ como o melhor álbum da banda até ao momento. Um formidável dualismo entre Post-Metal e Progressivo onde a criatividade e o talento vão alicerçando um caminho norteado por uma aura psicadélica acabando invariavelmente num clímax emocional que é um verdadeiro deleite para os sentidos. Não posso deixar de falar no guitarrista/vocalista Stefan de Graef que vai “saltitando” entre os Psychonaut e os Hippotraktor (também eles integrados na Pelagic Records), pondo ao serviço de ambas as bandas a sua inequívoca perícia. É mandatório ouvir ‘World Maker’ na íntegra ainda assim atrevo-me a destacar o tema ‘All In Time’…é só mais uma pérola das muitas com que os Psychonaut nos têm brindado. 

9/10

[sample] 

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

Schammasch - The Maldoror Chants: Old Ocean (2024)

Escrita entre 1968 e 1969 pelo Conde de Lautréamont (Isidore Lucien Ducasse), Les Chants de Maldoror é uma obra poética com temáticas obscuras tais como a violência extrema, a crueldade, a morbidez e a perversidade. Classificada como uma das obras de referência do mundo da fantasia, ela tem servido como inspiração nas mais variadas formas de arte ao longo das décadas, particularmente pelos entusiastas do surrealismo. Les Chants de Maldoror é também a principal fonte de inspiração do quinto álbum dos Suíços Schammasch ‘The Maldoror Chants: Old Ocean’, eles que já tinham abordado esta mesma obra no EP ‘The Maldoror Chants: Hermaphrodite’. Cinco anos depois do fabuloso ‘Hearts Of No Light’ os Schammasch estão finalmente de regresso e, depois de uma fase inicial da sua carreira com proeminência do Black Metal a banda continua a forjar a identidade que tão bons resultados lhes têm trazido na ultima década. ‘The Maldoror Chants: Old Ocean’ não chega de facto ao nível de ‘Hearts Of No Light’ mas também em nada desvirtua a personalidade musical que os Schammasch tanto se têm empenhado em construir. A amálgama sonora composta pelo Black Metal Avantgarde em conspiração com o Doom Metal e o Black Metal entre outros subgéneros mais diluídos potencia a atmosfera melancólica, litúrgica e imersiva numa formidável viagem simultaneamente emocional e ritualística. Saliento os temas ‘Your Waters Are Bitter’ e ‘They Have Found Their Master’, este ultimo conta com a participação da vocalista Norueguesa Kathrine Shepard (Sylvaine).

7.5/10

[Sample]

terça-feira, 18 de junho de 2024

Urzah - The Scorching Gaze (2024)

São uma estreia aqui no Espelho Distópico até porque a sua estreia absoluta em termos de álbuns de originais só aconteceu no passado mês de Maio através de ‘The Scorching Gaze’, falo dos Britânicos Urzah. Com uma clara aposta numa mescla naturalmente estável entre Post-Metal/Sludge e Progressivo, o quarteto oriundo de Bristol saiu do anonimato com o ambicioso objectivo de conquistar o seu espaço num subgénero que tem “engordado” bastante nos últimos anos. Sem uma declarada meta de ofuscar outras bandas com quem partilham grande parte da sua sonoridade (Dvne, Gloson, Sorxe ou The Ditch And The Delta) só para mencionar algumas, mas sim com o desejo de fazer prevalecer o seu talento, criatividade e capacidade técnica. ‘The Scorching Gaze’ agrega uma interessante e coesa amplitude de influências que vão desde o Doom ao Sludge e não de uma forma alternada mas sim com uma dinâmica de interligação tão forte que elas se tornam quase indistinguíveis. Aos riffs com a vincada marca do Progressivo e do Sludge muito ao estilo dos primeiros álbuns dos icónicos Mastodon ou dos prodigiosos The Ocean, incorpora-se uma atmosfera inóspita e desafiante embriagada de Post-Metal austero e cruel. O destaque vai precisamente para os temas que iniciam e encerram ‘The Scorching Gaze’, ‘I, Empyriam’ e ‘Thera II: Embers Of Descent’. 

8/10 

[Sample]

terça-feira, 30 de abril de 2024

Dvne - Voidkind (2024)

A banda mais “Pelagic” não ”Pelagic” da actualidade, falo dos Escoceses Dvne a propósito do seu terceiro álbum de originais ‘Voidkind’. Curta mas pautada pela qualidade é assim que se pode resumir a carreira deste quinteto Escocês. Se ‘Asheran’ foi indubitavelmente uma estreia auspiciosa e ‘Etemen Ænka’ uma incrível evolução sonora o que dizer de ‘Voidkind’?! Os Dvne mostram mais uma vez a sua formidável capacidade de surpreender e inovar dentro das sonoridades que lhes tem proporcionado uma notável progressão (Post-Metal/Sludge/Progressivo) mas sem hesitarem em absorver outros tipos de influências desde que encaixem na sua “personalidade musical”. Considerando que os Germânicos The Ocean são uma espécie de coqueluche da Pelagic Records, a editora tem mostrado um particular interesse em “coleccionar” bandas relativamente recentes que se vão destacando na vertente do Post-Metal (Herod, Hippotraktor, Lo! ou Sâver só para citar alguns exemplos), os Dvne foram claramente a pérola que lhes escapou. ‘Voidkind’ apresenta uma qualidade tal que rivaliza mesmo com o que de melhor os The Ocean já nos presentearam e não me refiro só às irrefutáveis semelhanças com os últimos três álbuns do colectivo Germânico mas principalmente à categórica qualidade de ‘Voidkind’. Riffs fabulosos carregados de alma, energia e genuinidade embutidos numa contínua e viciante atmosfera de Post-Metal guiada pela emotividade, pureza e espontaneidade atiram de forma altamente convincente ‘Voidkind’ para o pódio de melhores álbuns de 2024. 

9/10 

[Sample]

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Os melhores de 2023

 

Janeiro já quase se esfumou mas ainda não é tarde para desejar um excelente ano de 2024 aos leitores do Espelho Distópico e como já vai sendo tradição o tema do primeiro post do ano é o Top musical do ano que findou, neste caso 2023.   

 

 Top 15 melhores álbuns de 2023

 

1.    Herod - Iconoclast (Progressive/Sludge Metal/Post-Metal) [9/10]

2.    Telos - Delude (Blackened Hardcore/Mathcore) [9/10]

3.    Katatonia - Sky Void Of Stars (Gothic Metal/Progressive) [8.5/10]

4.    Domkraft - Sonic Moons (Sludge Metal/Phycedelic Stoner) [8/10]

5.    The Ocean - Holocene (Progressive/Sludge Metal) [8/10]

6.     Enslaved - Heimdal (Progressive Black Metal/Folk Metal) [8/10]

7.     Lo! - The Gleaners (Sludge Metal) [8/10]

8.     Sunrot - The Unfailing Rope (Sludge Metal) [8/10]

9.     Dodheimsgard - Black Medium Current (Avantgarde Black Metal) [8/10]

10.   Harm's Way - Common Suffering (Hardcore) [8/10]

11.   The Lion's Daughter - Bath House (Black Metal/Sludge Metal/Thrash Metal) [8/10]

12.   End - The Sin of Human Frailty (Hardcore/Metalcore) [7.5/10]

13.   Primordial - How It Ends (Folk-Metal/Black Metal) [7.5/10]

14.   Sâver - From Ember and Rust (Sludge Metal/Post-Metal) [7.5/10]

15.   Death Engine - Ocean (Atmospheric Sludge Metal/Post-Metal) [7.5/10]

 

 

Maior desilusão de 2022      

 

      Godsmack - Lighting Up The Sky (Hard Rock/Alternative Metal) [4/10]

 

Melhor Surpresa de 2022

 

    Domkraft - Sonic Moons (Sludge Metal/Phycedelic Stoner) [8/10]     

 

Melhor EP de 2022

 

    Napalm Death - Resentment Is Always Seismic– A Final Throw Of Throes (Grindcore) [7.5/10]