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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

The Ocean - Phanerozoic I: Palaeozoic (2018)


The Ocean, para mim das bandas tecnicamente mais evoluídas do espectro da música mais pesada e não só, uma banda com uma aura muito própria e, invulgares capacidades de composição e de se demarcar de qualquer tipo de “hype” musical. “Phanerozoic I: Palaeozoic” era para mim dos álbuns mais esperados de 2018 e, como já me habituei com os The Ocean ouvi o álbum muitas vezes até me sentir confortável para escrever esta crítica, é bastante comum as músicas dos The Ocean não serem apreciadas na sua plenitude nas primeiras audições. Em “Phanerozoic I: Palaeozoic” mais uma vez os The Ocean basearam o seu som num característico Progressivo com reminiscências de um Sludge já muito filtrado e refinado. As composições musicais são de novo, impressionantemente complexas e tecnicamente evoluídas, a já familiar imagem de marca da banda. Às excelentes “Cambrian II: Eternal Recurrence”, “Silurian: Age of Sea Scorpions” e “Permian: The Great Dying” pode-se juntar “Devonian: Nascent” que conta com a surpreendente participação especial de Jonas Renkse (Katatonia). “Phanerozoic I: Palaeozoic” é apenas a ultima contribuição para a brilhante e solitária carreira dos The Ocean marcada regularmente por passos bem firmes.

8/10 

sexta-feira, 26 de maio de 2023

The Ocean - Holocene (2023)

Eles são a banda mais relevante da exclusiva Pelagic Records e uma das mais apaixonantes bandas do espectro da música mais pesada actual, falo como é óbvio dos Germânicos The Ocean a propósito do seu regresso com ‘Holocene’ o seu nono álbum de originais, ‘Holocene’ curiosamente é também o nome do tema que encerra ‘Phanerozoic II: Mesozoic / Cenozoic’ o seu álbum anterior, pode ser apenas uma coincidência mas com os The Ocean nunca se sabe ao certo. Começa a não haver palavras para descrever os The Ocean, uma banda que exponencia emoções a um nível altíssimo com esta qualidade técnica tem de ser equacionada como genial contudo o grande mérito que os The Ocean mostram mais uma vez é a sua fantástica consistência álbum após álbum. Nas primeiras audições de ‘Holecene’ a sensação que fica é que o álbum tem uma qualidade inegável mas que os The Ocean já fizeram melhor todavia as audições vão-se sucedendo e essa recorrente sensação evolui para, “outro fantástico álbum desta banda incrível”. Faixas como ‘Atlantic’, ‘Subboreal’ ou ‘Parabiosis’ elevam ‘Holecene’ para um supremo patamar de intensidade sensorial agregado a um ambiente simultaneamente hipnótico e restrito. Uma última nota para o tema mais esquizofrénico de ‘Holecene’ ‘Unconformities’, um tema que conta com a participação da cantora Norueguesa Karin Park. ‘Unconformities’ vai sensivelmente até meio numa toada suave e triste para abruptamente se transformar numa supersónica e intensa onda de violência acumulada fazendo muito lembrar outros tempos da banda. 

8/10

[Sample] 

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

The Ocean - Phanerozoic II: Mesozoic | Cenozoic (2020)

 

O vislumbre do final do verão coincide normalmente com um crescendo nos lançamentos mais esperados do ano e mesmo em tempos de pandemia 2020 não é excepção, pois aí temos o regresso dos artísticos The Ocean com o seu novo trabalho ‘Phanerozoic II: Mesozoic | Cenozoic’. Como é costume os The Ocean voltam a ter uma temática conceptual sobre uma certa era da história do planeta, desta vez sobre o período Mesozóico. Musicalmente os The Ocean voltam mais uma vez a mostrar todo o seu inesgotável arsenal técnico e criativo, numa abordagem verdadeiramente única. Longe vão os tempos em que eram visíveis as influências de Neurosis ou as similaridades com Mastodon, os The Ocean foram continuamente polindo e evoluindo as suas sonoridades até à presente e exclusiva amálgama de Progressivo, Sludge e Post-Metal tão bem caracterizada neste ‘Phanerozoic II: Mesozoic | Cenozoic’. ‘Phanerozoic II: Mesozoic | Cenozoic’ começa com a fantástica ‘Triassic’ uma faixa onde sobressai o Progressivo num banho maria de Electrónico com laivos mesopotâmicos, continua com a sensacional ‘Jurassic | Cretaceous’ contando mais uma vez e tal como no último álbum (‘Phanerozoic I: Palaeozoic’) com a participação de Jonas Renkse, o inconfundível vocalista dos Suecos Katatonia. Segue-se a infusão de Sludge e Post-Hardcore de ‘Palaeocene’ e as suaves e atmosféricas ‘Eocene’, ‘Oligocene’ e ‘Miocene | Pliocene’ , passando pela incrível ‘Pleistocene’ onde o começo lento e melódico nada faria prever o final apoteótico mergulhado num surpreendente Black Metal. ‘Phanerozoic II: Mesozoic | Cenozoic’ termina com a genial, sentimental, melancólica e hipnótica ‘Holocene’. ‘Phanerozoic II: Mesozoic | Cenozoic’ é “apenas” mais um soberbo trabalho destes extraordinários e subvalorizados Germânicos, uma das mais hábeis e criativas bandas de Metal da actualidade. 

 

8/10

 

[Sample] 

terça-feira, 27 de junho de 2023

Herod - Iconoclast (2023)

‘Iconoclast’ é o terceiro álbum do quarteto Suíço Herod, uma banda que tem de alguma forma passado despercebida mas que com esta ‘bomba’ dificilmente vai continuar no anonimato. Liderados pelo vocalista Michael Pilat (talvez mais conhecido pelas suas vocalizações em ‘Fluxion’ e ‘Precambriam’ dos The Ocean), os Herod lançaram no passado mês de maio o seu terceiro álbum de originais ‘Iconoclast’, um álbum que representa não só uma espécie de manifesto do Metal moderno como também uma inatacável obra de excelência musical. Na miscelânea sonora adoptada pelos Herod são reconhecíveis, o Post-Metal, o Sludge Metal o Djent e o Progressivo, traços sonoros que vão desde os Meshuggah aos The Ocean passado pelos Gojira entre outros. ‘Iconoclast’ vive de uma intensidade arrebatadora altamente sedutora e aditiva, a mistura entre a imponência do peso e a magnitude de uma emotividade simultaneamente exasperante e acolhedora concebida de forma meticulosa e dinâmica. Tenho de destacar ‘The Edifice’, um tema monolítico e arrebatador que conta com a participação de Matt McGachy dos ícones do Technical Death Metal Cryptopsy e ‘The Ode to..’, talvez o tema mais ‘fora da caixa’ de ‘Iconoclast’ até porque conta com a participação do coro feminino Búlgaro Le Mystère des Voix Bulgares. ‘Iconoclast’ termina no seu ponto mais alto com a faixa que faz estremecer as fundações do mais sólido dos pilares de betão (‘The Propechy’), pois Michael Pilat é acompanhado por Loïc Rossetti (o actual vocalista dos The Ocean) ,imagine-se. ‘The Propechy’ encerra de forma apropriada um álbum que tem tudo para ser dos mais marcantes do ano. 

9/10 

[Sample]

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Os melhores de 2023

 

Janeiro já quase se esfumou mas ainda não é tarde para desejar um excelente ano de 2024 aos leitores do Espelho Distópico e como já vai sendo tradição o tema do primeiro post do ano é o Top musical do ano que findou, neste caso 2023.   

 

 Top 15 melhores álbuns de 2023

 

1.    Herod - Iconoclast (Progressive/Sludge Metal/Post-Metal) [9/10]

2.    Telos - Delude (Blackened Hardcore/Mathcore) [9/10]

3.    Katatonia - Sky Void Of Stars (Gothic Metal/Progressive) [8.5/10]

4.    Domkraft - Sonic Moons (Sludge Metal/Phycedelic Stoner) [8/10]

5.    The Ocean - Holocene (Progressive/Sludge Metal) [8/10]

6.     Enslaved - Heimdal (Progressive Black Metal/Folk Metal) [8/10]

7.     Lo! - The Gleaners (Sludge Metal) [8/10]

8.     Sunrot - The Unfailing Rope (Sludge Metal) [8/10]

9.     Dodheimsgard - Black Medium Current (Avantgarde Black Metal) [8/10]

10.   Harm's Way - Common Suffering (Hardcore) [8/10]

11.   The Lion's Daughter - Bath House (Black Metal/Sludge Metal/Thrash Metal) [8/10]

12.   End - The Sin of Human Frailty (Hardcore/Metalcore) [7.5/10]

13.   Primordial - How It Ends (Folk-Metal/Black Metal) [7.5/10]

14.   Sâver - From Ember and Rust (Sludge Metal/Post-Metal) [7.5/10]

15.   Death Engine - Ocean (Atmospheric Sludge Metal/Post-Metal) [7.5/10]

 

 

Maior desilusão de 2022      

 

      Godsmack - Lighting Up The Sky (Hard Rock/Alternative Metal) [4/10]

 

Melhor Surpresa de 2022

 

    Domkraft - Sonic Moons (Sludge Metal/Phycedelic Stoner) [8/10]     

 

Melhor EP de 2022

 

    Napalm Death - Resentment Is Always Seismic– A Final Throw Of Throes (Grindcore) [7.5/10]