terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Nosferatu (2024)

Ora aí está um remake que faz todo o sentido até porque a versão anterior já remonta ao longínquo ano de 1922 na altura apresentada com o título ‘Nosferatu, eine Symphonie des Grauens’, falo como já se percebeu de ‘Nosferatu’. Um filme com 100 anos de existência justifica de facto um remake e o resultado final não foi brilhante mas foi bastante convincente. O interesse por ‘Nosferatu’ começa logo no seu realizador, Robert Eggers têm uma carreira curta (este é apenas o seu quarto filme) mas deveras fascinante pois ‘The Northman’, ‘The Witch’ e The Lighthouse’ aparentemente conseguem só por si fomentar um estilo, uma atracção pela crueldade e pelos sentimentos mas primitivos e viscerais são já trademarks deste realizador. A história de ‘Nosferatu’ adaptada (tal como Dracula) da obra de Bram Stoker começa num casamento recente entre Ellen Hutter/Lily-Rose Depp e Thomas Hutter/Nicholas Hoult algures em Wisborg, Alemanha no ano de 1838, todavia apenas dias depois Thomas é enviado para os confins do Alpes Cárpatos com a missão de vender uma propriedade em troca de uma significativa ascensão na sua empresa. Ao chegar Thomas é confrontado pelo seu sinistro e aterrador “cliente”, o Conde Orlok. Thomas fica então bastante hesitante acerca de vender uma propriedade em Wisborg a esta tenebrosa criatura pois isso significaria tê-lo como vizinho. Destaque para a fantástica cinematografia, realização e metamorfose (quer do livro quer do ‘Nosferatu’ de 1922). Nos actores o realce vai para o primeiro papel de grande relevo para Lily-Rose Depp (filha de Johnny Depp) interpretado de forma segura e assertiva, mas não esquecer as eficazes e dinâmicas prestações de Willem Dafoe na pele de Prof. Albin Eberhart von Franz e o muito requisitado Aaron Taylor-Johnson como Friedrich Harding. Os pontos negativos a apontar a ‘Nosferatu’ são a lentidão do ritmo do filme e falta de harmonia entre as sequências de acção e o desenrolar da história.

7/10

[Trailer] 

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