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quarta-feira, 25 de junho de 2025

Vildhjarta - Där Skogen Sjunger Under Evighetens Grana (2025)

A carreira do trio Sueco Vildhjarta tem essencialmente sido marcada por inconstâncias, depois de um álbum de estreia bastante promissor (‘Måsstaden’) seguiu-se um absurdo e prejudicial hiato de uma década até ao seu sucessor ‘Måsstaden Under Vatten’, ora agora passados quatro anos sem se perceber muito bem se a banda iria optar por outra longa paragem chega-nos ‘Där Skogen Sjunger Under Evighetens Grana’, o terceiro álbum de originais dos Vildhjarta. As sonoridades da banda cedo se foram trilhando pela orientação dos seus emblemáticos conterrâneos Meshuggah, uma influência orgulhosamente declarada, o seu Math Metal denso e técnico sempre pautado por riffs vincadamente Djent deu-lhes um invejável rótulo de seguidores dos já referidos Meshuggah. Estes longos intervalos entre álbuns não têm de facto sido nada favoráveis para os Vildhjarta, se ‘Måsstaden Under Vatten’ já esteve longe de confirmar uma ascensão da banda este ‘Där Skogen Sjunger Under Evighetens Grana’ é na minha opinião um claro retrocesso, é verdade que tecnicamente pouco ou nada se pode apontar aos doze temas que compõem o álbum, todavia os pontos positivos tendem a não aparecer mesmo depois de várias audições. ‘Där Skogen Sjunger Under Evighetens Grana’ apresenta-se como um álbum altamente entediante, lento e com uma falta de dinâmica e interligação por demais evidente, um desfilar constante de riffs encorpados e intensos mas sem correlação com os restantes instrumentos, demasiado compassados e proeminentes, faltam alternâncias de intensidade quer entre os temas quer mesmo num tema isolado a certa altura fica a secção que estamos a ouvir um intolerável e monótono loop hibrido entre Djent e Doom. 

6/10 


sábado, 23 de setembro de 2023

Herod - They Were None (2014)

A ideia de misturar influências de Meshuggah e Neurosis num álbum de estreia não só seria à partida completamente lunática como seriamente impraticável tal não é o grau de exigência associado, todavia os Suíços Herod aparentemente não se amedrontam com dificuldades. Passava o ano de 2014 quando a banda que nos presenteou com os incríveis ‘Sombre Dessein’ e ‘Iconoclast’ (já este ano), fazia a sua estreia relativamente a LP’s com ‘They Were None’. ‘They Were None’ não é simplesmente um bom álbum de estreia, eu arriscava mesmo o título de fabuloso, embriagado por uma assimétrica e poderosíssima mescla de Post-Hardcore/Progressivo/Sludge Metal/Math Metal e Post-Metal onde se destacam as reminiscências de uns The Ocean muito “adolescentes” mas essencialmente a destreza técnica exponenciada pelos já referidos Meshuggah entrelaçada com a austeridade dos emblemáticos Neurosis. Ao ouvirmos faixas como ‘The Fall’, ‘The Glory North’, ‘Inner Peace’, ‘Northern Lights’ ou ‘Betraying Satan’ apercebemo-nos quase de imediato que, não só elas vão ser repetidas até à exaustão como da formidável mestria dos Herod. ‘They were None’ é para mim não só o melhor álbum da banda até ao momento (mesmo considerado a inerente qualidade dos seus sucessores) como um dos melhores álbuns que ouvi ultimamente, peso aliado a criatividade de uma forma absolutamente genial. 

9.5/10 

[Sample]

terça-feira, 5 de setembro de 2023

Herod - Sombre Dessein (2019)

Quatro anos antes de ‘Iconoclast’ os Suíços Herod lançavam o seu segundo álbum de originais ‘Sombre Dessein’. É um lugar-comum dizer-se que o segundo é o álbum mais importante de uma banda, no caso dos Herod isto não só é aplicável como recomendando. ‘Sombre Dessein’ pode não ter a perfeição e recorte técnico de ‘Iconoclast’ contudo, toda a pujança e virilidade temerária do Sludge está bem presente juntamente com o Progressivo orgânico e emocional inebriado pelo Groove e por um ambiente simultaneamente dissociativo e pessoal. Os Herod recuperaram de forma consciente e assumida uma herança violenta e austera deixada pelos seus colegas de editora The Ocean numa fase precoce da sua carreira mas não se limitaram a replicar a fórmula, conseguiram aglutinar a essa herança parte da impetuosidade inumana dos Meshuggah resultando num vigoroso e robusto Sludge Progressivo fértil em criatividade e genialidade. ‘Sombre Dessein’ é um bloco monolítico e indivisível contudo tenho de destacar a tripla descarga inicial, uma colossal, turbulenta e indomável onda que começa aos primeiros acordes de ‘Fork Tongue’ e atinge o seu pico máximo na formidável ‘Don’t Speak Last’, o melhor tema de ‘Sombre Dessein’ a meu ver. Simultaneamente aditivo e inolvidável ‘Sombre Dessein’ foi o álbum que atirou em definitivo os Herod para um lugar de destaque quer na impressionante e selectiva Pelagic Records quer no espectro do Sludge/Progressivo.

8/10 

[Sample]

terça-feira, 27 de junho de 2023

Herod - Iconoclast (2023)

‘Iconoclast’ é o terceiro álbum do quarteto Suíço Herod, uma banda que tem de alguma forma passado despercebida mas que com esta ‘bomba’ dificilmente vai continuar no anonimato. Liderados pelo vocalista Michael Pilat (talvez mais conhecido pelas suas vocalizações em ‘Fluxion’ e ‘Precambriam’ dos The Ocean), os Herod lançaram no passado mês de maio o seu terceiro álbum de originais ‘Iconoclast’, um álbum que representa não só uma espécie de manifesto do Metal moderno como também uma inatacável obra de excelência musical. Na miscelânea sonora adoptada pelos Herod são reconhecíveis, o Post-Metal, o Sludge Metal o Djent e o Progressivo, traços sonoros que vão desde os Meshuggah aos The Ocean passado pelos Gojira entre outros. ‘Iconoclast’ vive de uma intensidade arrebatadora altamente sedutora e aditiva, a mistura entre a imponência do peso e a magnitude de uma emotividade simultaneamente exasperante e acolhedora concebida de forma meticulosa e dinâmica. Tenho de destacar ‘The Edifice’, um tema monolítico e arrebatador que conta com a participação de Matt McGachy dos ícones do Technical Death Metal Cryptopsy e ‘The Ode to..’, talvez o tema mais ‘fora da caixa’ de ‘Iconoclast’ até porque conta com a participação do coro feminino Búlgaro Le Mystère des Voix Bulgares. ‘Iconoclast’ termina no seu ponto mais alto com a faixa que faz estremecer as fundações do mais sólido dos pilares de betão (‘The Propechy’), pois Michael Pilat é acompanhado por Loïc Rossetti (o actual vocalista dos The Ocean) ,imagine-se. ‘The Propechy’ encerra de forma apropriada um álbum que tem tudo para ser dos mais marcantes do ano. 

9/10 

[Sample]

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Os melhores de 2022

 

Antes de mais um excelente 2023 para todos. Já se está a tonar uma espécie de tradição do blog começar o ano com um post do melhor que se fez em termos musicais no ano transacto, por isso sem mais demoras, aqui fica o Top de 2022.

 

Top 15 melhores álbuns de 2022

1.       Lamb Of God – Omens (Groove Thrash Metal) [8.5/10]

2.       Bloodbath - Survival Of The Sickest (Death Metal) [8.5/10]

3.       Meshuggah – Immutable (Math Metal) [8/10]

4.       Shovel – Shovel (Sludge Metal/Stoner Metal/Black Metal) [8/10]

5.       Ashbreather – Hivemind (Progressive/Sludge Metal) [8/10]

6.       Svet - The Truth (Black Metal) [8/10]

7.       Deathspell Omega - The Long Defeat (Black Metal Avant-Garde) [8/10]

8.       Gloson - The Rift (Post-Metal) [8/10]

9.       Mantar - Pain Is Forever And This Is The End (Sludge Metal/Black Metal) [8/10]

10.   Aenaon – Mnemosyne (Progressive Black Metal) [8/10]

11.   Absent In Body - Plague God (Atmospheric Sludge Metal/Post-metal/Noise) [7.5/10]

12.   Bleed From Within – Shrine (Metalcore) [7.5/10]

13.   Sunczar - Bearer Of Light (Stoner Metal/Sludge Metal/Southern Metal) [7.5/10]

14.   Porcupine Tree - Closure / Continuation (Progressive) [7.5/10]

15.   Megadeth - The Sick, The Dying... And The Dead! (Thrash Metal) [7.5/10]

 

 

Maior desilusão de 2022       

      Rammstein - Zeit (Industrial Metal) [5.5/10]

 Melhor álbum de estreia de 2022

     Shovel – Shovel (Sludge Metal/Stoner Metal/Black Metal) [8/10]  

Melhor Surpresa de 2022

    Ashbreather – Hivemind (Progressive/Sludge Metal) [8/10]      

Melhor EP de 2022

    Svart Crown - Les Terres Brûlées (Black Metal) [9/10]